Fundação Palmares reconhece comunidade quilombola no Maranhão
Dos 10.202 moradores da cidade, 58,5% se autodeclaram pretos; 55,7% da população se considera quilombola, diz levantamento do IBGE
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Vitória Santiago
07/03/2024, 23:41 • Atualizado em 07/03/2024, 23:41
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FOTO ILUSTRAÇÃO | Quilombolas
Nesta quinta-feira (7), a Fundação Cultural Palmares certificou como remanescente de quilombo a comunidade de Akin de Luciana I, no município de Serrano do Maranhão. A cidade é localizada a 190 quilômetros de São Luís, capital maranhense.
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A certificação foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados coletados no ano passado mostram que o município apresenta a maior quantidade de pessoas pretas do país.
Dos 10.202 moradores da cidade, 58,5% se autodeclaram pretos. O percentual de pessoas que se consideram quilombolas é de 55,7%
De acordo com a Fundação Cultural Palmares, os remanescentes de quilombo são grupos étnico-raciais que têm uma trajetória histórica própria, com relações territoriais específicas e presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.
O reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo ocorreu após um processo de autodefinição do grupo.
A cidade de Serrano do Maranhão nasceu de uma vila de pescadores e de comunidades quilombolas, com o desmembramento de outro município, o de Cururupu.
Essa população vive da extração de:
babaçu, do óleo,
mesocarpo,
fubá,
peixe,
frutas,
juçara,
buriti,
bacaba e outros produtos naturais.
O que é uma comunidade quilombola?
Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), as comunidades quilombolas são grupos étnicos, constituídos predominantemente pela população negra rural ou urbana.
Essa população se autodefine 'quilombola', a partir das relações específicas com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias.
O Incra é o instituto responsável, na esfera federal, pela titulação dos territórios quilombolas.
As terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos são aquelas utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural.
Benefícios
Quando um município é certificado como remanescente de quilombo, essa população passa a ter acesso às políticas públicas voltadas para esta comunidade.
De acordo com a Fundação dos Palmares, o foco é promover ações de preservação de valores culturais, sociais e econômicos e, ainda, articular ações que promovam o apoio de pesquisas e estudos relativos à história e à cultura dos povos negros.
O município certificado também passa a ser incluso nos processos de desenvolvimento dos afro-brasileiros.
Programa Brasil Quilombola
O programa do governo federal promove a "Agenda Social Quilombola".
Essas ações são voltadas para a melhoria das condições de vida e ampliação do acesso a bens e serviços públicos das pessoas que vivem em comunidades de quilombos no Brasil.
O projeto é realizado de forma integrada com órgãos do governo.
A Agenda Social Quilombola compreende ações voltadas aos seguintes eixos: Acesso a Terra; Infraestrutura e Qualidade de Vida; Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local e Direitos e Cidadania.
Fundação Palmares reconhece comunidade quilombola no Maranhão Dos 10.202 moradores da cidade, 58,5% se autodeclaram pretos; 55,7% da população se considera quilombola, diz levantamento do IBGEBrasil2024-03-07T23:41:50.966ZNesta quinta-feira (7), a Fundação Cultural Palmares certificou como remanescente de quilombo a comunidade de Akin de Luciana I, no município de Serrano do Maranhão. A cidade é localizada a 190 quilômetros de São Luís, capital maranhense. A certificação foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados coletados no ano passado mostram que o município apresenta a maior quantidade de pessoas pretas do país. Dos 10.202 moradores da cidade, 58,5% se autodeclaram pretos. O percentual de pessoas que se consideram quilombolas é de 55,7% De acordo com a Fundação Cultural Palmares, os remanescentes de quilombo são grupos étnico-raciais que têm uma trajetória histórica própria, com relações territoriais específicas e presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. Comunidade Akin de Luciana I É uma comunidade formada por quase 300 pessoas. O reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo ocorreu após um processo de autodefinição do grupo. A cidade de Serrano do Maranhão nasceu de uma vila de pescadores e de comunidades quilombolas, com o desmembramento de outro município, o de Cururupu. Essa população vive da extração de: O que é uma comunidade quilombola? Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), as comunidades quilombolas são grupos étnicos, constituídos predominantemente pela população negra rural ou urbana. Essa população se autodefine 'quilombola', a partir das relações específicas com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. O Incra é o instituto responsável, na esfera federal, pela titulação dos territórios quilombolas. As terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos são aquelas utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural. Benefícios Quando um município é certificado como remanescente de quilombo, essa população passa a ter acesso às políticas públicas voltadas para esta comunidade. De acordo com a Fundação dos Palmares, o foco é promover ações de preservação de valores culturais, sociais e econômicos e, ainda, articular ações que promovam o apoio de pesquisas e estudos relativos à história e à cultura dos povos negros. O município certificado também passa a ser incluso nos processos de desenvolvimento dos afro-brasileiros. Programa Brasil Quilombola O programa do governo federal promove a "Agenda Social Quilombola". Essas ações são voltadas para a melhoria das condições de vida e ampliação do acesso a bens e serviços públicos das pessoas que vivem em comunidades de quilombos no Brasil. O projeto é realizado de forma integrada com órgãos do governo. A Agenda Social Quilombola compreende ações voltadas aos seguintes eixos: Acesso a Terra; Infraestrutura e Qualidade de Vida; Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local e Direitos e Cidadania.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/fundacao-palmares-reconhece-comunidade-quilombola-no-maranhao-1