Desmatamento em terras protegidas na Amazônia é o menor registrado em 9 anos, diz Imazon
Mesmo assim, bioma perde o equivalente a 1,1 mil campos de futebol por dia
D
Derick Toda
Áreas protegidas na Amazônia registraram o menor desmatamento em nove anos. Em 2023, 386 km² foram devastados em terras indígenas e unidades de conservação. O território é quatro vezes menor que o registrado em 2022, quando 1.431 km² foram arrasados, o equivalente a quase o tamanho do estado de São Paulo.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A conclusão é do instituto de pesquisa Imazon, que monitora as áreas por imagens de satélite.
Veja o desmatamento em áreas protegidas de janeiro a dezembro, em km²:
2023: 386
2022: 1.431
2021: 1.460
2020: 1.369
2019: 1.222
2018: 721
2017: 418
2016: 642
2015: 520
2014: 513
2013: 178
2012: 271
Para o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia, Carlos Souza Jr, “essa redução expressiva do desmatamento em áreas protegidas é muito positiva, pois são territórios que precisam ter prioridade nas ações de combate à derrubada. Isso porque, na maioria das vezes, a devastação dentro de terras indígenas e unidades de conservação significa invasões ilegais que levam a conflitos com os povos e comunidades tradicionais que residem nesses territórios”.
Vale pontuar que, mesmo com a redução nas terras preservadas, alguns territórios indígenas registraram aumento em suas áreas devastadas. É a situação na terra Igarapé Lage, em Rondônia, onde o desmatamento cresceu 300%. Em 2022, foram 2km² para, em 2023, 8km².
Nas terras indígenas Waimiri Atroari e Yanomami, ambas em Roraima, a devastação passou de 1km² para 4km² e de 2km² para 5km², respectivamente.
Além das áreas protegidas, houve redução no desmatamento geral do espaço, que passou de 10.573 km² registrados, em 2022, para 4.030 km², em 2023. Sendo a menor marca em cinco anos, com diminuição de 62%.
No entanto, ainda há muito que fazer. Neste momento, cerca de 1,1 mil campos de futebol são desflorestados por dia, o que é superior à média registrada por ano entre 2008 a 2017
Segundo a Imazon, um dos principais pontos preocupantes em relação ao ano passado foi a degradação ter crescido de forma consecutiva de outubro a dezembro. O instituto aponta que a causa está associada com a seca e o aumento das queimadas.
Veja o desmatamento acumulado de janeiro a dezembro, em km²:
2023: 4.030
2022: 10.573
2021: 10.362
2020: 8.058
2019: 6.200
2018: 5.078
2017: 2.607
2016: 3.641
2015: 3.098
2014: 2.995
2013: 1.144
2012: 1,769
2011: 1.415
2010: 1.488
2009: 1.887
2008: 2.259
Desmatamento em terras protegidas na Amazônia é o menor registrado em 9 anos, diz ImazonMesmo assim, bioma perde o equivalente a 1,1 mil campos de futebol por dia
Brasil2024-01-23T13:11:26.402ZÁreas protegidas na Amazônia registraram o menor desmatamento em nove anos. Em 2023, 386 km² foram devastados em terras indígenas e unidades de conservação. O território é quatro vezes menor que o registrado em 2022, quando 1.431 km² foram arrasados, o equivalente a quase o tamanho do estado de São Paulo. A conclusão é do instituto de pesquisa Imazon, que monitora as áreas por imagens de satélite. Veja o desmatamento em áreas protegidas de janeiro a dezembro, em km²: Para o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia, Carlos Souza Jr, “essa redução expressiva do desmatamento em áreas protegidas é muito positiva, pois são territórios que precisam ter prioridade nas ações de combate à derrubada. Isso porque, na maioria das vezes, a devastação dentro de terras indígenas e unidades de conservação significa invasões ilegais que levam a conflitos com os povos e comunidades tradicionais que residem nesses territórios”. Vale pontuar que, mesmo com a redução nas terras preservadas, alguns territórios indígenas registraram aumento em suas áreas devastadas. É a situação na terra Igarapé Lage, em Rondônia, onde o desmatamento cresceu 300%. Em 2022, foram 2km² para, em 2023, 8km². Nas terras indígenas Waimiri Atroari e Yanomami, ambas em Roraima, a devastação passou de 1km² para 4km² e de 2km² para 5km², respectivamente. Além das áreas protegidas, houve redução no desmatamento geral do espaço, que passou de 10.573 km² registrados, em 2022, para 4.030 km², em 2023. Sendo a menor marca em cinco anos, com diminuição de 62%. No entanto, ainda há muito que fazer. Neste momento, cerca de 1,1 mil campos de futebol são desflorestados por dia, o que é superior à média registrada por ano entre 2008 a 2017 Segundo a Imazon, um dos principais pontos preocupantes em relação ao ano passado foi a degradação ter crescido de forma consecutiva de outubro a dezembro. O instituto aponta que a causa está associada com a seca e o aumento das queimadas. Veja o desmatamento acumulado de janeiro a dezembro, em km²: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/desmatamento-em-terras-protegidas-na-amazonia-e-o-menor-registrado-em-9-anos-diz-imazon
Secretária de Segurança Pública do DF monitora possíveis manifestações próximas aos STF e prepara esquema de segurança com drones e câmeras por toda a esplanada