Daniel Vorcaro deixa prisão e terá que usar tornozeleira eletrônica
Desembargadora do TRF 1º Região entendeu que não existem fundamentos para prisão preventiva do dono do Banco Master, substituindo por medidas cautelares
Marcela Guimarães
28/11/2025, 23:59 • Atualizado em 29/11/2025, 02:02
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O banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, sócio e gestor do Banco Master, obteve decisão judicial que revogou sua prisão preventiva, imposta no contexto da operação “Compliance Zero”. A decisão também se estende para outros presos na operação.
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A decisão foi tomada pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1º Região, e fundamentada pela "ausência de periculosidade" e pela possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares diversas, anunciou a magistrada responsável.
Contudo, com base em fatos novos apresentados pela defesa, a magistrada entendeu que “não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema”.
A decisão aponta ainda que os delitos atribuídos a Vorcaro - que incluem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e organização criminosa - não envolvem violência ou grave ameaça, qualificando-se como crimes econômicos de natureza complexa.
“Não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva”, afirmou adesembargadora.
No lugar da prisão, foram impostas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, o comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros investigados e retenção do passaporte.. Além disso, Vorcaro foi proibido de exercer funções de gestão em empresas ligadas aos fatos investigados.
Segundo a desembargadora, tais providências serão suficientes para “neutralizar a atuação técnica do investigado” e prevenir novos delitos.
Outros investigados
Além da libertação de Vorcaro, a magistrada estendeu os efeitos da decisão a outros "coinvestigados" que estavam presos na mesma operação: Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antonio Ribeiro da Silva.
A decisão sustentou que não havia peculiaridades que justificassem tratamento diferente para os demais acusados no caso.
A operação “Compliance Zero” apura um esquema que gerou prejuízo de mais de R$ 12 bilhões, envolvendo a emissão de carteiras de crédito “insubsistentes” e manipulação contábil para captar recursos no mercado financeiro. Segundo a polícia, o esquema teria fraudado as normas do sistema financeiro nacional.
Apesar da gravidade dos fatos, a magistrada concluiu que “a substituição da prisão por um conjunto de medidas cautelares robustas mostra-se suficiente para acautelar o meio social e prevenir eventual reiteração delitiva”.
Daniel Vorcaro deixa prisão e terá que usar tornozeleira eletrônicaDesembargadora do TRF 1º Região entendeu que não existem fundamentos para prisão preventiva do dono do Banco Master, substituindo por medidas cautelares Brasil2025-11-28T23:59:24.939ZO banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, sócio e gestor do Banco Master, obteve decisão judicial que revogou sua prisão preventiva, imposta no contexto da operação “Compliance Zero”. A decisão também se estende para outros presos na operação. A decisão foi tomada pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1º Região, e fundamentada pela "ausência de periculosidade" e pela possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares diversas, anunciou a magistrada responsável. Acusado de l, Vorcaro havia sido preso preventivamente devido à “sofisticação e estruturação do esquema criminoso apurado, com atuação coordenada entre diversos agentes econômicos”, segundo as investigações. Contudo, com base em fatos novos apresentados pela defesa, a magistrada entendeu que “não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema”. A decisão aponta ainda que os delitos atribuídos a Vorcaro - que incluem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e organização criminosa - não envolvem violência ou grave ameaça, qualificando-se como crimes econômicos de natureza complexa. “Não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva”, afirmou adesembargadora. No lugar da prisão, foram impostas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, o comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros investigados e retenção do passaporte.. Além disso, Vorcaro foi proibido de exercer funções de gestão em empresas ligadas aos fatos investigados. Segundo a desembargadora, tais providências serão suficientes para “neutralizar a atuação técnica do investigado” e prevenir novos delitos. Outros investigados Além da libertação de Vorcaro, a magistrada estendeu os efeitos da decisão a outros "coinvestigados" que estavam presos na mesma operação: Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antonio Ribeiro da Silva. A decisão sustentou que não havia peculiaridades que justificassem tratamento diferente para os demais acusados no caso. A operação “Compliance Zero” apura um esquema que gerou prejuízo de mais de R$ 12 bilhões, envolvendo a emissão de carteiras de crédito “insubsistentes” e manipulação contábil para captar recursos no mercado financeiro. Segundo a polícia, o esquema teria fraudado as normas do sistema financeiro nacional. Apesar da gravidade dos fatos, a magistrada concluiu que “a substituição da prisão por um conjunto de medidas cautelares robustas mostra-se suficiente para acautelar o meio social e prevenir eventual reiteração delitiva”. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/daniel-vorcaro-deixa-prisao-e-tera-que-usar-tornozeleira-eletronica