Com o fim do modelo de concessão, operadoras têm autorização para retirar orelhões das ruas
Ainda são mais de 38 mil telefones públicos espalhados pelo país

Julia Vilela
A partir deste mês, com a migração dos antigos contratos de concessão dos serviços de telefonia fixa para o regime privado, as empresas estão autorizadas a retirar os orelhões das ruas.
A mudança marca mais um passo para a extinção dos telefones públicos que ainda somam mais de 38 mil unidades espalhadas pelo país. São 33 mil aparelhos ainda ativos, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Somente na capital paulista existem 4757 orelhões.
A partir de agora, os telefones públicos passam a ser obrigatórios apenas em cidades onde não existe outro servico de telefonia. E, ainda assim, com prazo determinado até 2028.
A retirada dos orelhões vem sendo feita de maneira gradual ao longo dos anos. De acordo com os dados disponibilizados pela Anatel, em janeiro de 2020, por exemplo, eram 200 mil aparelhos espalhados pelas calçadas do país.
Em contrapartida à adaptação, foi determinado que as empresas devem redirecionar seus recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel.
Em janeiro de 2026 será um mês simbólico que marca o fim do serviço em todo o Brasil. Os orelhões surgiram em 1971 e marcaram a comunicação de várias gerações.








