Brasil

Ciclone-bomba provoca ventania, morte e suspensão de aulas

Rajadas de até 125 km/h suspendem aulas, afetam energia e colocam estados em alerta nesta sexta-feira (7)

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Emanuelle Menezes
Registro de ventania | Fernando Frazão/Agência Brasil

Registro de ventania | Fernando Frazão/Agência Brasil

A atuação de um ciclone-bomba provoca fortes ventos e uma série de transtornos no Sul e no Sudeste do Brasil nesta sexta-feira (7). O fenômeno já causou uma morte no Rio Grande do Sul, deixou centenas de milhares de imóveis sem energia elétrica, interrompeu aulas e levou o Rio de Janeiro a recomendar que a população antecipasse o retorno para casa.

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🔎 Um ciclone-bomba é um tipo de ciclone extratropical que se forma quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rapidamente. Esse processo fortalece os ventos e torna o tempo mais severo, aumentando o risco de chuva intensa, mar agitado e mudanças bruscas de temperatura.

O Rio Grande do Sul concentra os impactos mais graves. Um motociclista morreu após ser atingido por um tronco durante o temporal em Montenegro, no Vale do Caí. Segundo a Defesa Civil, cerca de 100 municípios registraram danos, principalmente quedas de árvores, destelhamentos, bloqueios de vias e prejuízos em residências.

A ventania também provocou um apagão em larga escala. Mais de 280 mil imóveis permanecem sem energia elétrica no estado. A concessionária RGE informou que as rajadas chegaram a 125 km/h em áreas de sua concessão e, no auge do temporal, cerca de 398 mil clientes ficaram sem fornecimento de energia.

Além disso, um tornado foi registrado em Pedro Osório, no Sul gaúcho. O fenômeno provocou danos materiais e levou à suspensão das aulas da rede municipal e do transporte intermunicipal. Foi o segundo tornado registrado no estado em apenas dez dias.

Rio recomenda volta antecipada para casa

No Rio de Janeiro, a Prefeitura e o Governo do Estado recomendaram o encerramento antecipado das atividades não essenciais para reduzir a circulação de pessoas durante o período de maior intensidade dos ventos.

A decisão foi tomada após o registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde e diante da previsão de rajadas que podem superar 90 km/h ao longo do dia.

A Defesa Civil mantém a capital em Estágio 2, enquanto o Parque Nacional da Tijuca orientou turistas a evitarem visitar o Cristo Redentor e os demais atrativos, alertando que o acesso poderá ser fechado caso as condições meteorológicas piorem.

Como medida preventiva, as redes municipal e estadual de ensino suspenderam as aulas nesta sexta-feira.

Litoral de São Paulo também fica sem aulas

Em São Paulo, a previsão de rajadas de até 110 km/h levou municípios do litoral a suspenderem atividades escolares. Bertioga cancelou as aulas, oficinas e atividades esportivas e culturais nesta sexta-feira (7) e também no sábado (8). Peruíbe suspendeu as aulas da rede municipal durante esta sexta, enquanto Cubatão e Itanhaém interromperam as atividades apenas no período da manhã.

Já Santos, São Vicente e Mongaguá mantiveram o funcionamento das escolas, mas seguem monitorando a evolução das condições meteorológicas.

Na rede estadual, a Diretoria de Ensino da Região de Caraguatatuba suspendeu as aulas em Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.

Segundo a Defesa Civil, a combinação entre uma frente fria e o ciclone extratropical favorece ventos intensos, mar agitado, risco de queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e impactos nos transportes.

Os órgãos de meteorologia continuam monitorando a evolução da ventania, enquanto a Defesa Civil recomenda que a população acompanhe os alertas oficiais, evite áreas de risco e acione o telefone 199 em caso de emergência ou o 193, do Corpo de Bombeiros.

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