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Baleado por PM: cinco anos depois da morte de jovem com deficiência, família ainda luta por justiça

Douglas Peçanha foi morto durante abordagem na Zona Norte do RJ quando, segundo o PM, ele teria reagido; versão é contestada pela mãe

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A família de Douglas Peçanha e Silva, um jovem negro com deficiência intelectual, busca justiça após sua morte durante uma abordagem policial no Rio de Janeiro. O policial militar que atirou alegou legítima defesa, afirmando que Douglas supostamente teria tentado desarmá-lo. +Vídeo: criança pula de sacada e é salva por homem no interior de Pernambuco

Filho único de Ana Cláudia Peçanha, Douglas tinha 28 anos, era surdo, mudo e recebia o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do INSS. Em 27 de janeiro de 2020, ele saiu de casa sozinho e se perdeu. Três dias depois, sua mãe descobriu que ele havia sido morto por um PM em Parada de Lucas, na Zona Norte da cidade, onde um carro havia sido roubado.

O policial envolvido declarou que encontrou Douglas já capturado e sendo agredido por populares. Segundo ele, ao tentar prender o jovem, Douglas teria tentado arrancar suas armas, o que o levou a disparar duas vezes.

O jovem foi atingido na perna e na cintura. No entanto, testemunhas afirmam que Douglas não estava envolvido no roubo e apenas vagava desorientado pelas ruas. +Casal de idosos morre em queda de avião de pequeno porte no interior de São Paulo O advogado da família, que decidiu recorrer novamente, argumenta que Douglas estava desarmado e poderia ter sido imobilizado sem uso de força letal. O caso também é acompanhado pela Comissão Popular de Direitos Humanos.

O inquérito da Polícia Civil foi arquivado sob a alegação de legítima defesa. A mãe de Douglas entrou com um processo contra o Estado pedindo indenização, mas perdeu na primeira e segunda instâncias.

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