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Brasil

Avião da FAB já lançou mais de 200 mil litros de água no Pantanal para combater incêndios

Seis voos estão previstos para este sábado (6); área atingida pelo fogo em 2024 corresponde a quase 5% do bioma

Imagem da noticia Avião da FAB já lançou mais de 200 mil litros de água no Pantanal para combater incêndios
Avião da FAB sobrevoa áreas atingidas pelo fogo no Pantanal | Luan Isaac/FAB
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Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) usado para ajudar a combater incêndios no Pantanal já lançou mais de 200 mil litros de água na região. Nessa sexta (5), 48 mil litros foram despejados em quatro voos. Seis estão previstos para este sábado (6). A área atingida pelo fogo nos primeiros seis meses de 2024 corresponde a perto de 5% do bioma (veja dados mais abaixo).

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A aeronave empregada na operação é uma KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus. Em nota, a Aeronáutica informou que desde o início da missão no Pantanal, em 28 de junho, foram realizados 22 voos na região, totalizando 27 horas e 45 minutos.

Incêndios já destruíram mais de 700 mil hectares do Pantanal nos primeiros seis meses de 2024 | Luan Isaac/FAB
Incêndios já destruíram mais de 700 mil hectares do Pantanal nos primeiros seis meses de 2024 | Luan Isaac/FAB

Maior destruição da história

Entre janeiro e junho, o Pantanal teve o pior primeiro semestre da história em termos de destruição do bioma, com 3.538 focos de incêndio consumindo 700 mil hectares.

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Até a última terça (2), a área atingida pelo fogo chegou a 712 mil hectares, o que corresponde a 4,72% do Pantanal. Antes, o pior primeiro semestre da série histórica era o de 2020, com 2.534 focos.

Um estudo recente da organização MapBiomas mostrou que cerca de 9% da vegetação do bioma pode ter sido degradada por incêndios nos últimos cinco anos.

O mês de junho de 2024 teve a maior média de área queimada no Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na série histórica, em vigor desde 2012 e estudada pelo Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ).

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Em 30 dias, incêndios destruíram mais de 411 mil hectares do bioma. Já a média histórica representa cerca de 8 mil hectares. O período de seca, de maio a setembro, deve piorar ainda mais a situação. De acordo com a WWF-Brasil, a estiagem pode ser a mais grave de história.

A Polícia Federal (PF) investiga a origem do fogo em algumas localidades do bioma. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, já afirmou que 85% dos incêndios ocorrem em propriedades privadas.

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