Anac apura transporte irregular em colisão de helicópteros
Acidente aéreo matou seis pessoas, entre elas artistas, influenciadores e produtores de conteúdo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) irá investigar se um dos helicópteros envolvidos na colisão que deixou seis mortos no Rio de Janeiro realizava transporte irregular de passageiros.
A colisão ocorreu na manhã de domingo (14) e provocou a queda das duas aeronaves em uma área próxima à Avenida das Américas. Um dos helicópteros pegou fogo após o impacto. Entre as vítimas estão os pilotos e quatro passageiros, incluindo o youtuber argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, e o cantor norte-americano Oliver Tree.
Segundo a Anac, tanto os pilotos quanto as duas aeronaves estavam com a documentação regular. Segundo a Polícia Civil, nenhuma das aeronaves operava oficialmente como táxi aéreo.
As autoridades ainda analisam as circunstâncias do acidente. Planos de voo, registros operacionais e possíveis comunicações entre os pilotos serão incorporados ao inquérito.
"Os planos de voo serão juntados no procedimento e eventuais comunicações sonoras entre os pilotos também serão juntadas porque são fundamentais para a gente chegar à conclusão se houve algum tipo de erro, falha mecânica ou humana", informou a Polícia Civil.
Helicópteros não tinham alerta de colisão, diz especialista
Os dois helicópteros não possuíam sistema de alerta de colisão, segundo o especialista em segurança de voo Roberto Peterka.
Em entrevista ao News Manhã, nesta segunda-feira (15), ele afirmou que a ausência desse equipamento é comum em aeronaves de transporte privado.
Segundo avaliação preliminar do especialista, as imagens divulgadas até o momento apontam que os helicópteros estavam em uma possível "rota de colisão". No entanto, Peterka ressaltou que ainda é cedo para determinar as causas do acidente que matou seis pessoas.
"O vídeo que foi publicado indica que eles estavam em rota de colisão", afirmou.














