Brasil

89% dos brasileiros desaprovam invasões do 8 de janeiro, diz pesquisa

Levantamento também aponta que parcela significativa atrela atos a algum tipo de influência do ex-presidente Jair Bolsonaro

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SBT News
07/01/2024, 12:38 • Atualizado em 07/01/2024, 16:44
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vidro quebrado durante ataque de 8 de janeiro

vidro quebrado durante ataque de 8 de janeiro

Os atos de vandalismo do último 8 de janeiro, que completam um ano nesta segunda-feira (8/1), são desaprovados por 89% da população. Uma parcela reduzida, 6%, diz aprovar os ataques contra os Três Poderes, em Brasília, enquanto 4% afirma não saber ou prefere não responder.

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Os valores são apontados em pesquisa feita pelo instituto Genial/Quaest, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (7.jan). O levantamento consultou 2.012 pessoas, de todo o Brasil, entre os dias 14 e 18 de dezembro.

De acordo com o estudo, o grau de reprovação é maior entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - no grupo, 94% dizem condenar os ataques e 4% aprovam. Entre os que afirmam ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições, 85% dizem ser contra e 11% a favor.

Além da consulta a respeito da opinião, a pesquisa questionou se os entrevistados consideravam que o ex-presidente teve alguma influência nos atos de 8 de janeiro: 47% disseram que sim. Enquanto 43% não e 10% não souberam ou preferiram não responder.

Mais da metade dos entrevistados (51%), no entanto, considera que os participantes dos atos antidemocráticos são radicais e não representam eleitores de Bolsonaro. Enquanto 37% disseram que sim, representam, e 13% não souberam ou optaram por não opinar.

Desaprovação ao 8/1 caiu

Os resultados da rodada mostram que a desaprovação aos atos de vandalismo já foi maior. Em último levantamento, de fevereiro do ano passado, 94% afirmaram discordar das invasões, enquanto 4% aprovaram e 2% não souberam responder.

Dados da pesquisa

O levantamento ocorreu entre os dias 14 e 18 de dezembro, e consultou 2012 pessoas no país, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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