Casos de embolia pulmonar registram aumento de 89% em 10 anos
Atrás do infarto e do AVC, doença é a terceira causa de morte cardiológica

Gudryan Neufert
As internações de pacientes com embolia pulmonar quase dobraram no Brasil em dez anos. Os médicos alertam para os fatores de risco e como algumas mudanças de hábito podem servir como prevenção.
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O motoboy Leandro Pereira, de 41 anos, sofreu um acidente de moto, em 2021, e teve que fazer uma cirurgia no tornozelo. Por conta da embolia pulmonar, ele teve que passar por outra cirurgia e tomar anticoagulante durante seis meses.
"O processo de trombose venenosa é quando há a formação de um coágulo dentro das veias, que geralmente acomete as veias da perna. Esse trombo, quando se desloca pela corrente sanguínea, pode parar no pulmão, que é a embolia pulmonar", explicou Fabio Henrique Rossi, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) de São Paulo.
Rossi alerta para o avanço dos casos de embolia, que, em 10 anos, aumentaram 89%, passando de 5.797 casos em 2012 para 10.953 em 2021.
A embolia pulmonar, por sua vez, é a terceira causa de morte cardiológica, só atrás do infarto e do AVC. Desde o começo da pandemia, a situação piorou.
Entre os principais fatores de risco da doença estão a imobilização prolongada, como nas internações e viagens longas, ficar muito tempo sentado ou em pé, doenças inflamatórias, obesidade, tabagismo, sedentarismo e desidratação. Para prevenir, os médicos indicam a prática de exercícios físicos e alimentação saudável.
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