Brasil

Cidades registram protestos por justiça para Moïse Kabagambe

Atos reforçaram a luta contra o racismo e a xenofobia

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Ato aconteceu em frente ao quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, onde a vítima, de 24 anos, foi espancada até a morte | Reprodução/Twitter
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Centenas de manifestantes se juntaram, na manhã e tarde deste sábado (5.fev), para realizar um protesto pedindo justiça pela morte do congolês Moïse Kabagambe. O ato aconteceu em frente ao quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, onde a vítima, de 24 anos, foi espancada até a morte com mais de 30 pauladas após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado.

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Por volta das 11h, os manifestantes iniciaram uma passeata pacífica pela orla do bairro e gritaram palavras contra o racismo e a xenofobia. Os atos também foram registrados em Salvador, onde os participantes rufaram os tambores do Olodum em sinal de luto, e em Brasília, com uma reunião em frente ao Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios. Outras regiões como Porto Alegre, Belo Horizonte, Natal e São Luís também participaram das manifestações.

Hoje, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que os dois quiosques que foram "palco" para o assassinato de Moïse, na noite de 24 de janeiro, serão transformados em memorial ao jovem congolês, com a possibilidade de ser administrado pela sua família. A reforma, segundo a administração municipal, terá como objetivo trazer elementos da cultura africana para os espaços, como comidas típicas, músicas e artesanatos.

A morte de Moïse

Moïse Kabagambe foi espancado até a morte em 24 de janeiro. Ele foi a um dos quiosques para cobrar salários atrasados, mas os homens o agrediram e continuaram com o espancamento mesmo sem que ele reagisse. No total, foram contabilizadas cerca de 30 pauladas.

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Até agora, 12 testemunhas foram ouvidas e três homens foram presos pelas agressões que levaram à morte do congolês. A identidade dos acusados não foi informada oficialmente pela polícia. Uma barra de madeira, arma usada nas agressões, também foi apreendida pelos policiais, que informaram ter sido descartada em um mato perto do local do crime.

O dono do quiosque prestou depoimento na delegacia da Barra da Tijuca e afirmou que os autores do crime não trabalham no local. Ele também disse, com exclusividade ao SBT, que Moïse era um menino bom, que não criava confusão.

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