Saúde

Anvisa aprova medicamento que pode reduzir crises de epilepsia

Remédio é indicado para adultos que não respondem aos tratamentos oferecidos atualmente

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Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia | Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (9), o medicamento Xcopri (cenobamato), da Momenta Farmacêutica Ltda. O comprimido é indicado para adultos com epilepsia, que continuam apresentando crises mesmo após experimentarem pelo menos dois tratamentos diferentes.

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Segundo a Anvisa, o cenobamato ajuda a diminuir a atividade elétrica anormal no cérebro, o que reduz a chance de novas crises. Estudos científicos mostraram que 40% dos pacientes que tomaram 100 mg do medicamento por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises, enquanto 64% dos que tomaram 400 mg por dia tiveram a mesma melhora.

O medicamento, no entanto, não deve ser usado por pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma alteração genética rara que pode causar arritmias

Mesmo com o registro aprovado, o Xcopri poderá ser comercializado apenas após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A oferta no SUS, por sua vez, depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e decisão do Ministério da Saúde.

O que é epilepsia?

A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise é chamada de parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada.

Devido à série de crises, a doença pode:

  • aumentar o risco de acidentes e morte súbita;
  • trazer problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão;
  • causar dificuldades no trabalho e na vida social.

Segundo o Ministério da Saúde, na maioria dos casos, o diagnóstico de uma crise epiléptica pode ser feito clinicamente por meio de um exame físico geral, com ênfase nas áreas neurológica e psiquiátrica e de um histórico detalhado pelo paciente. Muitas vezes, o auxílio de uma testemunha ocular é importante para que a crise seja descrita em detalhes.

No Brasil, o SUS oferece tratamento integral e gratuito para os casos de epilepsia, desde diagnóstico até o acompanhamento e tratamento necessários, inclusive o medicamentoso. O tratamento inicia, preferencialmente, na atenção primária.

Havendo necessidade, o médico pode encaminhar para um atendimento especializado de média e alta complexidade. O tratamento das epilepsias é feito com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Casos com crises frequentes e incontroláveis são candidatos à intervenção cirúrgica.

Como proceder em uma crise de epilepsia?

  • mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao seu redor;
  • evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;
  • tente colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável e seguro, com a cabeça protegida com algo macio;
  • nunca segure a pessoa nem impeça seus movimentos (deixe-a debater-se);
  • retire objetos próximos que possam machucar;
  • mantenha-a deitada de barriga para cima, mas com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
  • afrouxe as roupas, se necessário;
  • se for possível, levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
  • não tente introduzir objetos na boca do paciente durante as convulsões;
  • não dê tapas;
  • não jogue água sobre ela nem ofereça nada para ela cheirar;
  • verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;
  • permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência;
  • se a crise convulsiva durar mais que 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica;
  • quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.

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