Política

Defesa de Jair Bolsonaro faz 6º pedido de prisão domiciliar ao STF

Petição cita agravamento de saúde e risco de novos episódios após internação em 13 de março; Moraes autoriza visita de advogados ao hospital

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar, em Brasília | 29/9/2025/Reuters/Diego Herculano

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (17) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se da 6ª tentativa desde que ele passou a cumprir pena, em novembro de 2025.

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Os advogados alegam agravamento do quadro clínico após internação emergencial no último dia 13 de março, quando Bolsonaro apresentou pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, associada a febre, queda na oxigenação e hipotensão.

Segundo a defesa, o episódio confirma riscos já apontados em relatórios anteriores e evidencia a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

“Apesar de todas as medidas adotadas, o quadro atual demonstra de forma clara a possibilidade de recorrência, com gravidade imprevisível, consequências incertas e deterioração rápida, no caso de não adoção de medidas terapêuticas imediatas”, diz o laudo médico assinado pelo cirurgião-geral Claudio Birolini e pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado.

Os médicos destacam que o ex-presidente apresenta múltiplas comorbidades, como apneia do sono grave, refluxo gastroesofágico e histórico de pneumonias aspirativas. O conjunto dessas condições, segundo o relatório, aumenta o risco de novos episódios agudos.

Histórico

Outro ponto enfatizado pela defesa é a demora no atendimento em situações recentes. O laudo cita dois episódios em 2026: uma queda com traumatismo craniano em janeiro e o quadro atual de pneumonia.

Em ambos os casos, os sintomas começaram durante a madrugada, mas o atendimento ocorreu horas depois, o que teria elevado o risco de agravamento clínico.

“Esse intervalo prolongado entre o início dos eventos agudos e a assistência inicial expuseram o paciente a um risco significativo de agravamento clínico, incluindo evolução para infecção sistêmica e potencial risco de óbito”, afirma o relatório médico anexado ao pedido

Para os advogados, o ambiente prisional não consegue garantir vigilância médica permanente nem resposta imediata a emergências. Por isso, sustentam que a prisão domiciliar não seria um privilégio, mas uma medida necessária para assegurar tratamento adequado e reduzir riscos à saúde.

Todos os pedidos anteriores foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele tem entendido que o sistema prisional, com suporte médico e possibilidade de remoção a hospitais, é suficiente para atender às necessidades do ex-presidente.

Moraes autoriza visita de advogados

Na mesma data, Moraes autorizou a visita dos advogados Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser ao ex-presidente, internado no Hospital DF Star, em Brasília.

A decisão determina que a visita siga as regras da unidade de saúde e que sejam comunicados o comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o 19º Batalhão da PM no Complexo da Papuda, a direção do hospital e a Procuradoria-Geral da República.

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