Megaoperação mira quadrilha que roubava caminhonetes de luxo no DF
A força-tarefa bloqueou cerca de R$ 15,9 milhões, valor equivalente ao prejuízo causado pelos 53 veículos furtados entre janeiro e dezembro de 2025


Pedro Canguçu
Uma organização criminosa interestadual especializada no furto de caminhonetes de luxo foi desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta terça-feira (3), durante a megaoperação Império. O grupo atuava no Distrito Federal, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro, com foco principal nos modelos Toyota Hilux e SW4.
Ao todo, a operação cumpriu 110 mandados judiciais, entre eles 20 de prisão preventiva, 23 de prisão temporária, 49 de busca e apreensão e 18 de sequestro cautelar de bens, incluindo imóveis, veículos, valores e ativos financeiros. As medidas atingiram aproximadamente R$ 15,9 milhões, valor equivalente ao prejuízo causado pelas 53 caminhonetes furtadas entre janeiro e dezembro de 2025.
O objetivo da ação foi não apenas prender os integrantes da quadrilha, mas também bloquear o patrimônio da cúpula da organização criminosa, impedindo que os recursos obtidos com os crimes continuem circulando no sistema financeiro. Entre os alvos estão três dos principais líderes do grupo, responsáveis pela coordenação das atividades e pela logística das ações ilícitas nos núcleos regionais.
As investigações apontam que os envolvidos responderão por furto qualificado de veículos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Também foi constatada a adulteração de sinais identificadores dos veículos, prática utilizada para dificultar a identificação da origem ilícita e permitir a revenda ou utilização dos automóveis.
A investigação, que durou cerca de 11 meses, revelou uma estrutura criminosa estável, hierarquizada e altamente organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua. Parte dos veículos era levada a oficinas formalmente constituídas para desmanche e venda de peças, principalmente por meio de plataformas digitais.
Outra parte era enviada para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, onde era trocada por drogas que abasteciam o mercado ilegal brasileiro.









