Política

Vice-líder do governo Lula na Câmara defende "polarização" nas eleições municipais

Em entrevista ao programa Perspectivas, Rogério Correia afirmou que é importante defender democracia após o país quase ter sido vítima de um golpe de Estado

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Samir Mello
27/03/2024, 00:55 • Atualizado em 27/03/2024, 03:09
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Vice-líder do governo Lula na Câmara defende "polarização" nas eleições municipais

Rogério Correia, vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, foi o convidado do programa Perspectivas desta semana. Em entrevista à jornalista Nathalia Fruet, o candidato à prefeitura de Belo Horizonte nas próximas eleições municipais, afirmou que a polarização será importante devido ao golpe político que quase atingiu o Brasil.

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“É preciso sim fazer a polarização, pelo nosso lado, que defende a democracia. Por pouco nós não tivemos um golpe político no Brasil e a instalação de um regime autoritário. O ex-presidente Jair Bolsonaro o tempo inteiro perseguiu isso. Eu fui da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e pude ajudar a escrever o relatório. Não tenho dúvida. Nós escapamos por muito pouco”, explica Rogério. “A defesa da democracia tem que estar presente, porque nós vamos disputar eleições. Se dependesse deles, nós não tínhamos tido e não teríamos eleições agora e o resultado das eleições não teria sido referendado.”

Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores estão sendo investigados pela Polícia Federal por uma suposta tentativa de golpe de Estado, que envolve também militares de alta patente. A Operação Tempus Veritatis foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com aval da Procuradoria-Geral da República.

“Nós vamos acabar fazendo as eleições ou com Bolsonaro preso ou muito perto de estar na prisão. Então, de certa forma, querendo ou não, a eleição será polarizada”, disse.

Embaixada da Hungria

O vice-líder do governo na Câmara também comentou sobre a suposta tentativa de Jair Bolsonaro buscar asilo político na embaixada da Hungria em meio às investigações. Para ele, é sintomático que o ex-presidente tenha escolhido o local pela sua relação com Viktor Orbán, além de acreditar que tudo o que Bolsonaro deseja é “causar tumulto”.

“Eu cheguei a levantar isso para o Supremo, que tomasse cuidado, porque como o passaporte dele foi retido e já não podia fugir, ele podia pedir asilo dentro de uma embaixada. E eu acho que foi isso que ele quis fazer na embaixada da Hungria”, revelou.

“A ultra direita fascista que governa lá (na Hungria). E esse premier húngaro (Viktor Orbán), ele é racista. Diz que não admite que o povo húngaro se misture. Imagine isso em pleno século 21. E o fascista autoritário é o principal amigo do Bolsonaro. Desses governantes todos, ele escolheu exatamente ali. Ou seja, a intenção dele era ficar dali fazendo tumulto. O nome do Bolsonaro é isso, é o tumulto. Ele quer tumultuar a democracia para ver se dali surge um governo autoritário com ele mandando. Imagine se Bolsonaro tivesse ganhado as eleições. O Brasil hoje certamente não seria uma democracia e muitos de nós estaríamos presos”, concluiu.

O programa Perspectivas com a entrevista completa de Rogério Correia foi ao ar na nesta terça-feira (26). A atração está disponível no site e YouTube do SBT News.

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