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Jovem da extrema direita morre após confronto e intensifica crise política na França

Quentin Deranque morreu após confronto em protesto contra evento da eurodeputada Rima Hassan; Justiça francesa investiga o caso como homicídio doloso

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Um jovem vinculado a um coletivo de ultradireita morreu após ser espancado durante confronto entre grupos rivais em Lyon, no sudeste da França. A agressão ocorreu na quinta-feira (12), nos arredores do Instituto de Estudos Políticos da cidade, onde acontecia uma conferência da eurodeputada Rima Hassan, do partido La France Insoumise (LFI).

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Segundo as autoridades, integrantes do grupo radical de direita Némésis protestavam contra a presença da parlamentar quando entraram em confronto com jovens antifascistas ligados à esquerda. Durante a briga, Quentin Deranque, de 23 anos, foi agredido por “ao menos seis indivíduos mascarados e encapuzados”, de acordo com o promotor de Lyon, Thierry Dran. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu dois dias depois no hospital.

A Promotoria abriu investigação por homicídio doloso. Até o momento, não há registro de prisões, e a polícia trabalha para identificar os autores do ataque.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nas redes sociais que “nenhuma causa ou ideologia justifica um homicídio”.

A morte reacendeu a tensão entre grupos da extrema direita e da esquerda radical em um contexto de crescente polarização política no país, às vésperas das eleições municipais previstas para março. A próxima eleição presidencial francesa está marcada para 2027.

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