Política

Bolsonaro passa mal após crises de soluços na Papudinha

Filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro afirma que pai teve mal-estar nesta segunda-feira (16) e segue sob acompanhamento médico na unidade prisional

• Atualizado em

Jair Bolsonaro passou mal na tarde desta segunda-feira (16), segundo o ex-vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente, que usou as redes sociais para divulgar a informação. A reportagem do SBT News confirmou com fontes que o ex-presidente sofreu uma forte crise de soluços.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo Carlos, Bolsonaro é acompanhado pela equipe médica do complexo da Papudinha, onde está preso desde janeiro. Médicos particulares do ex-presidente também foram comunicados.

Fui informado há pouco que o Presidente @jairbolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado após o ocorrido. Infelizmente não tenho mais informações!, diz post de Carlos.

Ainda nesta segunda-feira, a PGR (Procuradoria-Geral da República) deve enviar sua manifestação sobre o laudo médico elaborado pela Polícia Federal a respeito da saúde do ex-presidente.

No parecer, o procurador-geral, Paulo Gonet, deve se posicionar sobre se a Papudinha mantém estrutura adequada para a detenção do ex-presidente.

O relatório elaborado pela Polícia Federal concluiu que a Papudinha possui condições suficientes para atender às necessidades de saúde de Bolsonaro, como o uso contínuo de CPAP para tratamento da apneia do sono, dieta fracionada, controle da pressão arterial e acesso a exames laboratoriais.

Segundo a perícia médica, Bolsonaro tem sete doenças crônicas, todas sob controle clínico.

Prisão domiciliar

A defesa de Bolsonaro usou trechos do relatório da PF para pedir novamente a o direito de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

Os advogados argumentam que Bolsonaro vem apresentando uma "progressiva deterioração do quadro médico" em virtude das crises de soluço e das sequelas das cirurgias feitas no intestino por conta da facada que sofreu ainda na campanha eleitoral em 2018.

Com base num parecer feito pelo médico Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, a defesa afirma que o Estado não pode aguardar um "evento irreversível" e que "a manutenção da vida do ex-presidente depende da execução infalível de um protocolo médico complexo que desnatura a própria lógica do ambiente prisional".

"Do ponto de vista estritamente médico, o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias, novos traumatismos cranioencefálicos e até morte súbita", diz a defesa.

Últimas Notícias