Justiça

Justiça suspende show de Alok no Piauí por suspeita de irregularidade com verba pública

Decisão aponta possíveis irregularidades na contratação e risco de prejuízo aos cofres públicos; produtora diz que evento é privado e vai recorrer

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Chamado de “Portal do Amanhã by Bybit”, o encontro terá show de Alok | Foto: Divulgação

A Justiça do Piauí suspendeu a realização do show “AUREA – Alok e Convidados”, que aconteceria neste sábado (25), em Teresina.

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A decisão foi tomada pelo juiz Litelton Vieira de Oliveira, da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, após uma ação popular que questiona o uso de recursos públicos no evento.

Segundo o magistrado, há indícios de irregularidades na contratação, principalmente em relação ao uso de dinheiro público.

Na decisão, o juiz afirmou que o financiamento de eventos com recursos públicos pode ser considerado irregular quando compromete serviços essenciais ou o equilíbrio das contas do Estado.

A Justiça também determinou a suspensão de qualquer pagamento relacionado ao contrato do show, bem como de despesas vinculadas ao evento.

Produtora contesta decisão

A empresa responsável pelo evento, Kalor Produções, informou que recebeu a decisão com respeito, mas afirmou que o show tem natureza privada e segue os parâmetros legais.

A empresa informou que vai recorrer da decisão em caráter de urgência junto ao Tribunal de Justiça. Até que haja uma nova decisão judicial, o show permanece suspenso.

Veja a nota na íntegra:

"A Kalor Produções informa que recebeu com respeito a decisão do juiz Lielton Vieira de Oliveira, que determinou a suspensão do evento “ÁUREA – Alok e Convidados”, previsto para amanhã 25 de abril de 2026, em Teresina.

Reiteramos nosso respeito às instituições e esclarecemos que o evento possui natureza privada, estruturado dentro dos parâmetros legais e contratuais vigentes.

O projeto foi viabilizado por uma composição de receitas envolvendo venda de ingressos, bar, patrocínios privados e contrapartida pública, sendo que o investimento total é significativamente superior ao aporte do Estado para custear um evento desta magnitude estrutural e que envolve mais de 1500 profissionais atuando para sua execução.

Destacamos que, conforme a Lei nº 14.133/2021, eventos privados podem contar com patrocínio público quando há interesse coletivo, transparência e contrapartidas institucionais — prática consolidada em grandes eventos nacionais como o Rock in Rio, o Lollapalooza Brasil, o São João de Campina Grande, além de centenas de outros eventos pelo Brasil. Esse modelo gera economicidade, já que o Estado se fosse custeá-lo sozinho teria uma despesa de um valor 4x superior ao que esta patrocinando.

O “ÁUREA” além de trazer uma estrutura de alto custo, impõe um risco ao empreendedor, que necessita compor várias receitas para conseguir consolidar um fechamento superavitário.

Atrair um evento deste porte para o Estado do Piauí, assim como aconteceu no Rio de Janeiro , Brasília e Belém do Pará , todos no mesmo formato , privado, com contrapartida pública, gera impacto econômico relevante, com estímulo ao turismo, geração de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva de eventos, ampliando a visibilidade do Piauí no cenário nacional.

Diante da decisão, adotaremos as medidas jurídicas cabíveis, de recorrer ao Tribunal de Justiça em regime de urgência confiantes no esclarecimento dos fatos e em uma decisão favorável para que o evento que já movimentou hotéis, restaurantes e o mercado como um todo, possa concluir seu propósito de engrandecer nosso ESTADO."

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