Petróleo tem maior alta semanal desde o início da pandemia
O tráfego no Estreito de Ormuz já foi praticamente paralisado pela guerra

Exame.com
O petróleo dos Estados Unidos registrou nessa sexta-feira (6) o maior ganho semanal de sua história no mercado futuro em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
Os contratos do West Texas Intermediate (WTI) avançaram 12,21% (US$ 9,89), encerrando o dia a US$ 90,90 por barril. O Brent, referência internacional, subiu 8,52% (US$ 7,28) e fechou a US$ 92,69 o barril.
No acumulado da semana, o petróleo americano disparou 35,63% — o maior salto desde o início da série histórica do contrato futuro, em 1983. O Brent teve alta de cerca de 28%, seu ganho semanal mais forte desde abril de 2020, segundo a CNBC.
A disparada ocorreu enquanto o presidente Donald Trump, na sexta, exigiu a rendição incondicional do Irã, alimentando temores de um conflito prolongado com potencial para desestabilizar o mercado de petróleo e gás. O tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo — já foi praticamente paralisado pela guerra.
O ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, disse ao Financial Times que os preços do petróleo podem chegar a US$ 150 por barril nas próximas semanas se os navios continuarem impedidos de atravessar o estreito. Segundo ele, empresas que ainda não declararam força maior provavelmente terão de fazê-lo caso a situação persista. "Se não declararem, em algum momento terão de assumir a responsabilidade legal por isso", afirmou.
Programa de seguro
Na tentativa de conter os danos ao mercado, o governo Trump anunciou na sexta um programa de seguro de US$ 20 bilhões para petroleiros que operam no Golfo Pérsico, mas a medida não acalmou os mercados.
Segundo duas fontes ouvidas pela Reuters, o Iraque interrompeu a produção de 1,5 milhão de barris por dia. Já o Kuwait começou a reduzir a produção após ficar sem capacidade de armazenamento, de acordo com o Wall Street Journal.
Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina comum subiu quase 27 centavos na última semana, alcançando US$ 3,25, segundo dados da associação automobilística AAA.








