Economia

Ibovespa fecha em alta de 1,2%, próximo dos 180 mil pontos; dólar cai para R$ 5,23

As chamadas blue chips, como Petrobras, Vale e bancos, estão entre os avanços, impulsionando o índice para o campo positivo

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Ibovespa fecha em alta de 1,2%, próximo dos 180 mil pontos; dólar cai para R$ 5,23 | REUTERS/Amanda Perobelli

O Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (16) com alta de 1,25%, chegando aos 179.875 pontos. Enquanto isso, o dólar caiu 1,63%, chegando a R$ 5,229 e devolvendo parte dos ganhos registrados no último pregão.

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Na sexta, operadores apontaram que investidores globais haviam ampliado posições defensivas em dólar ao longo do dia, em meio à cautela antes do fim de semana e às incertezas no cenário internacional. Na semana passada, o principal índice da bolsa brasileira acumulou baixa de quase 1%, chegando na casa dos 177 mil pontos.

Com a ausência de novos episódios que intensificassem o conflito no Oriente Médio nos últimos dias, parte dessas posições baseadas na cautela começou a ser desfeita.

Na bolsa, o movimento positivo foi amplo entre os papéis que compõem o índice. De um total de 84 ações, 63 registravam alta, 15 operavam estáveis e apenas quatro apresentavam queda. Entre as baixas, a maior foi a de Porto Seguro (PSSA3), que caía 4%.

As chamadas blue chips, ações de empresas de maior peso no índice, estão entre os avanços, o que impulsiona o índice para o desempenho positivo. Papéis de Vale, bancos e Petrobras avançavam na abertura. A estatal do setor de petróleo subia mais de 1%, mesmo com a queda dos preços da commodity no mercado internacional nesta manhã.

Tensão no Irã e juros no radar

Segundo Marianna Costa, economista da corretora Mirae Asset, os mercados globais começam a semana sem direção definida, enquanto investidores acompanham a evolução das tensões no Oriente Médio, que já entram na terceira semana e seguem pressionando os preços da energia. O barril do Brent chegou a cerca de US$ 106 ao longo do dia, fechando acima dos R$ 100.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ataques contra ativos militares iranianos na ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo do Irã. A ofensiva não atingiu diretamente a infraestrutura petrolífera, mas Trump afirmou que os Estados Unidos podem considerar esse tipo de alvo caso o Irã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Durante o fim de semana, Trump também declarou que o Irã demonstra interesse em chegar a um acordo, mas afirmou que ainda não está pronto para negociar. O jornal Wall Street Journal informou ainda que os Estados Unidos devem anunciar uma coalizão de países para escoltar navios na região do Estreito de Ormuz.

Além da geopolítica, os mercados acompanham uma semana marcada por decisões de política monetária nas principais economias. Na quarta-feira, 18, a expectativa majoritária é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), com o foco voltado para as projeções econômicas e a coletiva do presidente Jerome Powell.

Na sequência, também devem anunciar decisões o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão.

No Brasil, as atenções se voltam para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada também para quarta-feira. Parte do mercado passou a reduzir a expectativa de corte da Selic de 0,50 ponto percentual para 0,25 ponto, diante das incertezas sobre os impactos da alta da energia sobre a inflação. Ainda assim, o cenário predominante entre economistas segue sendo de redução de 0,50 ponto.

Bolsas na Ásia fecham sem direção única

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, enquanto investidores seguem monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e avaliando dados econômicos da China melhores do que o esperado.

O índice japonês Nikkei caiu 0,13% em Tóquio, a 53.751,15 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,14% em Seul, a 5.549,85 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,45%, a 25.834,02 pontos, e o Taiex recuou 0,17% em Taiwan, a 33.342,51 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto terminou o pregão em baixa de 0,26%, a 4.084,79 pontos, mas o Shenzhen Composto avançou 0,16%, a 2.705,65 pontos. No primeiro bimestre, tanto a produção industrial quanto as vendas no varejo do país superaram as expectativas. Na Oceania, a bolsa australiana fechou em queda, com baixa de 0,39% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.583,40 pontos.

Europa e EUA avançam

Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. O índice Stoxx 600 subiu 0,44%; o DAX de Frankfurt subiu 0,51%; o FTSE 100 de Londres teve alta de 0,55%, e o CAC 40 de Paris teve alta de 0,31%.

Nos Estados Unidos, as bolsas também fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,83%; o do S&P 500 avançou 1,01% e o do Nasdaq teve alta de 1,22%.

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