Petróleo fecha em forte queda, mas Brent segue acima dos US$ 100
WTI recuou mais de 5% o barril com liberação de reservas estratégicas


Exame.com
Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira (16) com a possibilidade de liberação de mais reservas estratégicas e tentativas de normalizar o fluxo no Estreito de Ormuz. O movimento reduziu parte da pressão que havia levado as cotações a máximas recentes.
No fechamento, o petróleo tipo Brent, referência global, caiu 2,84%, chegando a US$ 100,21 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), nas mínimas do dia, porém, operou abaixo dos US$ 100. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, recuou 5,28%, atingindo US$ 93,50 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Outro fator que contribuiu para aliviar as preocupações foi a retomada do carregamento de petróleo no Porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. O terminal fica fora do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Uma interrupção prolongada no porto poderia provocar um aperto ainda maior na oferta mundial.
Mais cedo, o Irã afirmou que o fluxo de petróleo segue normal em seu principal terminal de exportação, a ilha de Kharg, que foi atingida por explosões no fim de semana. Ainda assim, o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua praticamente interrompido. Economistas do Morgan Stanley avaliam que, mesmo que a passagem seja reaberta, pode levar semanas até que as operações retornem à normalidade.
A queda das cotações também teve reflexo nos mercados financeiros. O recuo do petróleo ajudou a impulsionar as bolsas norte-americanas para o melhor desempenho desde o início da guerra com o Irã. O índice S&P 500 subiu cerca de 1% na sessão de hoje, enquanto o Dow Jones Industrial Average avançou cerca de 0,8% e o Nasdaq Composite registrou alta próxima de 1,2%.
Risco da guerra
A volatilidade recente do petróleo tem sido impulsionada principalmente pelo conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Tensões militares na região do Oriente Médio elevaram temores de interrupções na oferta global de energia.
Apesar do recuo desta segunda-feira, investidores continuam cautelosos com a possibilidade de novas interrupções na oferta, já que o conflito entra em sua terceira semana.









