Recordes do Oscar: os filmes, artistas e momentos históricos da premiação
Dos longas mais premiados aos discursos inesquecíveis e injustiças lembradas pelo público, o Oscar reúne recordes que atravessam quase um século de cinema


Vicklin Moraes
Considerado o prêmio mais prestigiado da indústria cinematográfica, o Academy Awards, popularmente conhecido como Oscar, reúne há quase um século alguns dos feitos mais marcantes do cinema mundial. Criada em 1929 pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a premiação consolidou ao longo das décadas uma série de recordes, de filmes mais premiados a discursos que ecoaram além das telas. A cerimônia acontece neste domingo (15) e o SBT News separou uma lista de produções, nomes e episódios históricos que marcaram a premiação.
Entre os filmes mais premiados da história estão Ben-Hur, Titanic e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, cada um com 11 estatuetas — o maior número já conquistado por uma produção. No caso do longa da trilogia dirigida por Peter Jackson, o feito foi ainda mais simbólico: o filme venceu todas as 11 categorias em que foi indicado.
Recordes e novos marcos
Neste ano, o Brasil também registrou um marco histórico ao alcançar cinco indicações ao Oscar 2026. O destaque é o filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, que recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Elenco. A quinta indicação brasileira veio com Adolpho Veloso, indicado a Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
No ranking de indicações, dois títulos dividiam o recorde histórico: A Malvada (1950) e La La Land (2016), ambos com 14 indicações. Neste ano, porém, o filme “Pecadores”, dirigido por Ryan Coogler, ultrapassou a marca e se tornou a produção com mais indicações da história do Oscar, somando 16.
Entre os artistas, a atriz Katharine Hepburn lidera como a intérprete com mais vitórias em categorias de atuação, com quatro Oscars de Melhor Atriz. Já Walt Disney permanece como a pessoa mais premiada da história da Academia, com 22 estatuetas competitivas ao longo da carreira.
O Oscar também ficou marcado por discursos históricos. Um dos mais lembrados ocorreu em 1973, quando Marlon Brando recusou o prêmio de Melhor Ator por “O Poderoso Chefão” em protesto contra a forma como os povos indígenas eram retratados em Hollywood. Em seu lugar, a ativista Sacheen Littlefeather, de origem Apache, subiu ao palco para denunciar a falta de representatividade das comunidades originárias no cinema.

Outro momento marcante aconteceu em 2002, quando Halle Berry emocionou o público ao se tornar a primeira mulher negra a vencer o Oscar de Melhor Atriz, pelo filme A Última Ceia.

As ausências que viraram lenda
Se o Oscar celebra conquistas, também acumula lacunas que alimentam debates entre críticos e cinéfilos. Um dos exemplos mais citados é o do cineasta Alfred Hitchcock, frequentemente apontado como um dos diretores mais influentes do século XX, mas que nunca venceu o Oscar de Melhor Direção.
Outro exemplo é Leonardo DiCaprio, que durante anos acumulou indicações sem vitória até, finalmente, conquistar a estatueta de Melhor Ator por The Revenant, conhecido no Brasil como “O Regresso”, em 2016.
Ao longo de quase cem anos, o Oscar construiu uma trajetória marcada por recordes, disputas memoráveis e episódios que ultrapassam a própria indústria do entretenimento, consolidando-se não apenas como uma premiação, mas como um dos principais termômetros culturais do cinema global.









