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Laudo confirma contaminação em pizzaria ligada à morte e mais de 90 intoxicações na PB

Exames detectaram bactérias em alimentos de estabelecimento em Pombal; 90 pessoas passaram mal e uma mulher morreu

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Alimentos armazenados na pizzaria La Favoritta foram recolhidos para análise | Reprodução
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Um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) confirmou a presença de bactérias em alimentos de uma pizzaria de Pombal, no Sertão do estado, investigada após um surto de intoxicação alimentar que deixou mais de 90 pessoas doentes e provocou a morte de uma mulher.

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O resultado, divulgado na quinta-feira (26), aponta que seis das sete amostras analisadas – entre pizzas, molhos e carnes – estavam contaminadas por Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Nenhuma apresentou presença de Salmonella.

Segundo o laudo, a contaminação pode ter ocorrido por falhas na manipulação dos alimentos. Uma das hipóteses é o contato com ferimentos nas mãos de quem preparou os produtos, condição que favorece a proliferação de Staphylococcus aureus.

Há cerca de duas semanas, dezenas de clientes passaram mal após consumir alimentos na pizzaria La Favoritta. Os sintomas mais comuns foram náuseas, vômitos e dores abdominais. A servidora municipal Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, morreu após agravamento do quadro.

As análises foram encaminhadas à Vigilância Sanitária e ao Instituto de Polícia Científica. A pizzaria permanece interditada por 90 dias.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura se houve negligência sanitária e busca esclarecer o que causou o surto.

Defesa contesta laudos

Por meio da defesa, Marcos Antônio Gomes Neto, proprietário da pizzaria, questionou os resultados dos exames e a condução das investigações. Em vídeo divulgado nas redes sociais, os advogados classificaram conclusões do laudo como "prematuras" e "irresponsáveis".

A defesa afirma que um dos exames apresenta inconsistências e que o documento ainda não foi disponibilizado oficialmente ao estabelecimento, tendo sido acessado apenas de forma extraoficial.

Também foram levantadas dúvidas sobre o local de coleta das amostras e as condições de armazenamento, pontos que, segundo os advogados, podem comprometer a validade dos resultados.

Outro argumento é que o processo de produção incluiria o uso de equipamentos de proteção, como toucas e luvas, além de forno com temperatura de até 320 °C, o que, segundo a defesa, eliminaria bactérias comuns.

Os advogados ainda apontam possível falha no armazenamento de uma das amostras analisadas, que teria sido mantida em temperatura ambiente por horas antes da perícia.

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