Flávio Bolsonaro escolherá entre Sóstenes e Jordy ao Senado
Expectativa entre lideranças do PL é que a decisão sobre o substituto de Cláudio Castro seja tomada até a próxima segunda-feira (1º)


Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de operação da PF | Divulgação/Bruno Spada/Câmara e Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara
Após a desistência de Cláudio Castro, o PL designou o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, para decidir quem substituirá o ex-governador do Rio na disputa pelo Senado. Lideranças do partido afirmam que dois nomes estão no páreo: o líder do partido da Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado Carlos Jordy.
A expectativa é que a decisão seja tomada até a próxima segunda-feira (1º). Flávio estava nos Estados Unidos, mas retornou ao Brasil nesta quinta-feira (28).
Nos próximos dias, integrantes do PL devem discutir com Flávio quem tem mais viabilidade eleitoral entre Sóstenes e Jordy. O líder do partido na Câmara tem a vantagem de ter amplo apoio no eleitorado evangélico. Jordy, contudo, também tem grande prestígio com a família Bolsonaro.
Castro comunicou hoje ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que abandonará a candidatura ao Senado. A decisão foi tomada depois de o ex-governador ser alvo de duas operações da Polícia Federal.
Suspeitas contra Castro
Nesta terça-feira (26), a PF fez buscas em endereços ligados a Castro, que é suspeito de envolvimento em fraudes do Banco Master. A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mirou um aporte de quase R$ 1 bilhão da Rioprevidência em ativos da instituição financeira de Vorcaro.
A PF apontou que Castro era próximo de Vorcaro e tinha jantares pagos pelo banqueiro. Os investigadores viram sincronia entre essas reuniões e as operações da da Rioprevidência com o Master. A defesa de Castro negou “de forma categórica” qualquer relação pessoal indevida entre o ex-governador e Vorcaro.
Castro havia sido alvo de buscas da PF no último dia 15. A operação mirou possíveis fraudes fiscais e ocultação patrimonial da Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo os investigadores, o ex-governador publicou leis e nomeou secretários alinhados à Refit.

























