Centrão abraça pauta de Lula no Congresso antes do 2º turno
Avalanche de direita joga Motta e Alcolumbre, que buscam reeleição, no colo do governo

Bancada expressiva do PL nas eleições acabou por jogar o Centrão no colo do governo antes do 2º turno | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
A avalanche do PL nas eleições, que formou a maior bancada na Câmara e no Senado a partir de 2027, gerou um efeito colateral positivo para a esquerda: o Centrão, por sobrevivência, abraçou a pauta do presidente Lula no Congresso, às vésperas do segundo turno.
Nesta quarta-feira (14), a Câmara vota o aumento no limite de faturamento para microempreendedores Individuais (MEIs)m O projeto tramitava desde junho e integra o pacote ProsperaMEI, apresentado na véspera por Lula para buscar votos nesse segmento do eleitorado.
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Ao mesmo tempo, o Senado vota a PEC do fim da escala 6x1, outra proposta do governo com a qual a campanha petista espera ganhar tração na reta final da eleição.
As duas votações só foram possíveis por decisão dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União). Expoentes do Centrão, os dois teriam uma reeleição mais pavimentada nos comandos das Casas com a eventual reeleição de Lula. Na Presidência da República, o PL teria mais força para emplacar filiados nesses postos.
Na prática, a formação de uma bancada expressiva do PL nas eleições acabou por jogar o Centrão no colo do governo anres do segundo turno, de acordo com fontes do Palácio do Planalto. Por sobrevivência política, Motta e Alcolumbre se realinharam na órbita governista dentro do Congresso.

























