Justiça analisa pedido para manter policiais em tribunais
Presidentes de tribunais superiores questionaram volta de delegados para a Polícia Federal

Fachada do Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça decidiu dar mais tempo para avaliar se policiais cedidos aos tribunais superiores devem voltar para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal.
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O adiamento da volta se deu após apelos de integrantes dos tribunais, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Eles dizem que a saída dos policiais poderia impactar o funcionamento das cortes.
Outros órgãos enviaram ofícios ao Ministério da Justiça para pedir que os policiais permaneçam em seus quadros, como o Coaf.
O Ministério da Justiça analisa caso a caso. Alguns pedidos foram indeferidos, e outros permanecem em análise.
O prazo inicial, de 30 dias, foi aberto no fim de junho. Um ofício enviado pela pasta informava a lista de servidores que seriam devolvidos para a Polícia Federal e para a Polícia Rodoviária Federal.
São mais de 100 policiais espalhados por 50 órgãos da administração pública requisitados para voltar às suas funções de origem.
Os órgãos que não questionaram a requisição dos policiais devolveram os servidores no fim de julho.
STF fora da lista
A volta dos policiais foi anunciada pelo presidente Lula durante evento em junho.
O movimento foi interpretado por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) como uma tentativa de retirar do gabinete do ministro André Mendonça um policial federal que o auxilia na análise de documentos ligados aos casos Master e INSS.
A requisição do retorno dos servidores à Polícia Federal, porém, não atingiu o Supremo neste primeiro momento.

























