Política

Tarcísio apoia afastamento de diretor da PF por Mendonça

Candidato à reeleição em São Paulo voltou a dizer que vê a necessidade de uma resposta institucional sobre o escândalo Master

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Isabelle Saleme
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB) durante evento em São Paulo       Isabelle Saleme/SBT News

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB) durante evento em São Paulo Isabelle Saleme/SBT News

O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo Republicanos, Tarcísio de Freitas, apoiou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na manhã desta terça-feira (8).

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“Eu acho que é uma decisão acertada. O ministro André [Mendonça] tem as razões, e nas razões ele está falando do constrangimento ilegal. Isso não pode ser permitido. Eu acho que a polícia sempre foi uma polícia de Estado e, a partir do momento que autoridades que têm a responsabilidade de conduzir investigações que são importantes para o Brasil são constrangidas ilegalmente, uma providência tem que ser tomada, uma resposta tem que ser tomada. Essa resposta foi dada pelo ministro André e foi referendada pela maioria da Segunda Turma”, argumentou Tarcísio.

Além do diretor-geral da Polícia Federal, o ministro André Mendonça também afastou preventivamente Leandro Almada da diretoria de inteligência da PF. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça.

O ministro também determinou que a corregedoria da Polícia Federal abra uma investigação penal e administrativo-disciplinar sobre a atuação de Andrei Rodrigues, que estava no cargo desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“André hoje representa uma esperança. Existe uma saturação: ninguém aguenta mais determinadas situações”, defendeu.

Em agenda em São Paulo, Tarcísio voltou a dizer que vê a necessidade de uma resposta institucional sobre o escândalo Master. O governador, que participou de um ato neste 7 de setembro na Avenida Paulista ao lado de Flávio Bolsonaro, usou um tom mais moderado para falar ao Supremo.

“Cada instituição tem que cumprir o seu papel e tudo tem que ser feito dentro da regra do jogo. O que a gente disse ontem é que eu acho que é importante. Aquilo que foi revelado é grave e precisa de resposta institucional porque a gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal. A gente não pode romper as barreiras do Estado democrático de direito. Então, acho que a gente está cobrando que aquilo que é correto seja feito. Se existem dúvidas com relação à compatibilidade das condutas para exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas e quem tem que dar resposta é o próprio tribunal”, disse Tarcísio.

O govenador ainda disse que "hoje o Supremo vive uma crise de credibilidade como nunca antes viveu e isso é muito grave."

"Imagina sua Corte Suprema perdendo a confiança? A confiança nas instituições precisa ser restaurada. E não vai ser restaurada nem com silêncio nem com corporativismo. Ela vai ser restaurada com apuração, com responsabilização”, concluiu.

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