Publicidade
Tecnologia

Estados Unidos proibem vendas de equipamentos chineses Huawei, Hikvision e ZTE

Sistemas de telecomunicações passam a ser considerados um risco a segurança nacional

Imagem da noticia Estados Unidos proibem vendas de equipamentos chineses Huawei, Hikvision e ZTE
imagem do estande da huawei
• Atualizado em
Publicidade

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) proibiu a venda de equipamentos chineses de telecomunicações e vigilância em vídeo da Huawei, Hikvision, Hytera, ZTE e Dahua por ser considerados 'riscos inaceitáveis para a segurança nacional'.

+ Leia as últimas notícias de Tecnologia
+ Leia as últimas notícias no portal SBT News

A comissão da FCC é formada por quatro membros com várias orientações políticas e tomaram a decisão de forma unânime em votação definindo o destino das cinco empresas de tecnologia da China.

"A Comissão Federal de Comunicações adotou novas regras que proíbem equipamentos de comunicação considerados um risco inaceitável para a segurança nacional de serem autorizados para importação ou venda nos Estados Unidos", diz o órgão do governo norte-americano ao explicar a decisão.

A nota ainda complementa uma declaração do presidente da FCC, J. Rosenworcel que reforça ao declarar que a tecnologia chinesa de telecomunicações é uma ameaça a população dos Estados Unidos.

"Essas novas regras são uma parte importante de nossas ações contínuas para proteger o povo americano de ameaças à segurança nacional envolvendo telecomunicações", explica o comunicado em nome do membro da FCC.

A decisão tomada pelo órgão do governo norte-americano se estende para empresas subsidiárias e afiliadas. 

Ou seja, a FCC considera agora que os "equipamentos não podem ser autorizados pelo processo de Declaração de Conformidade do Fornecedor ou ser importados ou comercializados sob regras que permitem a isenção de autorização de equipamento".

Em disputa tecnológica, EUA acusam China por fazer espionagem

Dahua, que fornece equipamentos de vigilância, entra em lista de banidos da FCC | Divulgação

Os Estados Unidos vêm acusando empresas de tecnologia da China de fazer espionagem e de roubar tecnologia e dados de pesquisa, diante do crescimento do desenvolvimento e dos avanços da tecnologia do país asiático.

Com isso, o governo norte-americano vem impondo restrições e até mesmo banindo empresas de atuar no país sob a alegação de proteger a segurança nacional. 

A empresa de tecnologia Huawei foi acusada de roubar propriedade intelectual, pesquisas e até mesmo de instalar backdoors (aplicativo espião) em seus produtos, onde o governo chinês poderia espionar os Estados Unidos.

Outra empresa envolvida em polêmicas é a ZTE, que desenvolve tecnologia 5G, também teve problemas e acusações semelhantes e foi banida em vários países como Japão, Canadá, Reino Unido e Índia.

Após saber da decisão, a subsidiária da fabricante de câmeras de vigilância Dahua se manifestou contra a decisão do governo norte-americano e acredita que seus produtos não são nocivos.

"O pedido da FCC não afeta os produtos que já estão autorizados e deixa aberto um caminho para a Dahua garantir autorizações para produtos adicionais no futuro, desde que não sejam comercializados para segurança pública, instalações governamentais, infraestruturas críticas ou para fins de segurança nacional", explica trecho da nota.

A empresa se mostra confiante e acredita que ainda continuará a comercializar os seus produtos nos Estados Unidos porque, segundo a Dahua, não tem a finalidade de prejudicar a segurança nacional com seus produtos.

"Dado que os produtos da Dahua não são comercializados atualmente para esses fins e não o são há vários anos, estamos razoavelmente confiantes de que este pedido nos permitirá continuar a atender a maioria de nossos clientes nos Estados Unidos nos próximos anos", finaliza a Dahua.

A Hikvision se manifestou pela publicação local China Daily, que diz que a decisão da FCC afetará consumidores locais, acarretando aumento de custos na aquisição de tecnologias semelhantes.
 

Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade