Câncer de ovário: Combinação de remédios mostra eficácia contra a doença, aponta estudo
Estratégia feita com modelos animais conseguiu bloquear o crescimento do tumor e dificultar a resistência das células cancerígenas ao tratamento
W
Wagner Lauria Jr.
Câncer de ovário é um dos mais letais entre as mulheres | Freepik
A combinação de dois grupos de medicamentos mostraram eficácia contra câncer de ovário. É o que apontam os pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, que estão propondo uma nova abordagem que pode representar um avanço no tratamento da doença.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A estratégia conseguiu bloquear o crescimento tumoral e dificultar a resistência das células cancerígenas ao tratamento. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7), na revista científica Cell Reports Medicine.
No estudo, os cientistas focaram nos circuitos de sinalização que controlam o crescimento celular. Com esse foco, analisaram dezenas de amostras tumorais e identificaram duas vias bioquímicas principais envolvidas na progressão do câncer de ovário.
A primeira delas é a via MAPK, frequentemente associada ao crescimento descontrolado de células em diversos tipos de câncer. Para inibir esse caminho, os pesquisadores testaram o rigosertibe, uma molécula experimental que mostrou capacidade de conter o avanço dos tumores. No entanto, ao ser atacado, o câncer ativou uma via alternativa de sobrevivência: a PI3K/mTOR.
A partir daí, teve início a segunda etapa da pesquisa. Ao associar o rigosertibe a compostos que bloqueiam também a PI3K/mTOR, os pesquisadores conseguiram inibir simultaneamente os dois principais mecanismos de crescimento celular. A combinação mostrou-se mais eficaz do que a quimioterapia tradicional à base de platina.
A pesquisa ainda está em fase pré-clínica, ou seja, com os testes laboratoriais e pré-clínicos sendo realizados com modelos animais. No entanto, os autores do estudo acreditam que a estratégia poderá ser útil não só contra ocâncer de ovário, mas também em outros tumores que não apresentam mutações específicas que possam ser alvo de terapias convencionais.
Câncer de ovário é um desafio oncológico
O câncer de ovário segue como um dos tumores mais difíceis de tratar. Isso se deve, em grande parte, ao diagnóstico tardio, já que a doença costuma apresentar sintomas vagos nas fases iniciais. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 7.310 novos casos por ano, tornando o tumor o oitavo mais comum entre as mulheres.
O tratamento padrão envolve cirurgia e quimioterapia, mas muitos casos evoluem com recaídas, e os tumores recorrentes tendem a ser mais agressivos e resistentes.
Câncer de ovário: Combinação de remédios mostra eficácia contra a doença, aponta estudoEstratégia feita com modelos animais conseguiu bloquear o crescimento do tumor e dificultar a resistência das células cancerígenas ao tratamentoSaúde2025-07-07T18:53:38.671ZA combinação de dois grupos de medicamentos mostraram eficácia contra câncer de ovário. É o que apontam os pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, que estão propondo uma nova abordagem que pode representar um avanço no tratamento da doença. A estratégia conseguiu bloquear o crescimento tumoral e dificultar a resistência das células cancerígenas ao tratamento. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7), na revista científica Cell Reports Medicine. No estudo, os cientistas focaram nos circuitos de sinalização que controlam o crescimento celular. Com esse foco, analisaram dezenas de amostras tumorais e identificaram duas vias bioquímicas principais envolvidas na progressão do câncer de ovário. A primeira delas é a via MAPK, frequentemente associada ao crescimento descontrolado de células em diversos tipos de câncer. Para inibir esse caminho, os pesquisadores testaram o rigosertibe, uma molécula experimental que mostrou capacidade de conter o avanço dos tumores. No entanto, ao ser atacado, o câncer ativou uma via alternativa de sobrevivência: a PI3K/mTOR. A partir daí, teve início a segunda etapa da pesquisa. Ao associar o rigosertibe a compostos que bloqueiam também a PI3K/mTOR, os pesquisadores conseguiram inibir simultaneamente os dois principais mecanismos de crescimento celular. A combinação mostrou-se mais eficaz do que a quimioterapia tradicional à base de platina. A pesquisa ainda está em fase pré-clínica, ou seja, com os testes laboratoriais e pré-clínicos sendo realizados com modelos animais. No entanto, os autores do estudo acreditam que a estratégia poderá ser útil não só contra o câncer de ovário, mas também em outros tumores que não apresentam mutações específicas que possam ser alvo de terapias convencionais. Câncer de ovário é um desafio oncológico O câncer de ovário segue como um dos tumores mais difíceis de tratar. Isso se deve, em grande parte, ao diagnóstico tardio, já que a doença costuma apresentar sintomas vagos nas fases iniciais. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 7.310 novos casos por ano, tornando o tumor o oitavo mais comum entre as mulheres. O tratamento padrão envolve cirurgia e quimioterapia, mas muitos casos evoluem com recaídas, e os tumores recorrentes tendem a ser mais agressivos e resistentes.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/cancer-de-ovario-combinacao-de-remedios-mostra-eficacia-contra-a-doenca-aponta-estudo
Governo aguarda nova tarifa dos EUA antes de definir ajuda
Ministério da Indústria espera anúncio de possível sobretaxa de 12,5% na sexta-feira; nova rodada de tarifas da Casa Branca deve atingir cerca de 60 países
Zelensky anuncia troca no comando militar após protestos
Presidente da Ucrânia nomeia general de 43 anos para liderar as Forças Armadas após mudanças no governo e pressão por estratégias no conflito com a Rússia