Lula volta a defender o biocombustível brasileiro e critica desinformação na Europa
Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente pediu agilidade para a implementação definitiva do acordo Mercosul-União Europeia

SBT News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (20) que a Alemanha não pode acreditar nos "mitos” de que os biocombustíveis atrapalham a produção de alimentos no Brasil. Ele criticou a desinformação por parte de países que são contra a “inovação tecnológica” e voltou a defender a implementação definitiva do acordo entre Mercosul e União Europeia.
“Eu só queria que vocês levassem em conta que os alemães não podem acreditar na mitologia dita por alguns que são contra a inovação tecnológica na área de combustível, de que o combustível brasileiro atrapalha a produção de alimentos. Se alguém quiser acreditar nisso, eu convido a visitar o Brasil", declarou Lula na 42ª Edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover.
No discurso, Lula voltou a destacar a matriz energética limpa do Brasil e disse que as regras ambientais da União Europeia podem criar distorções acerca da sustentabilidade dos biocombustíveis brasileiros.
O petista disse que a revisão do regulamento do bloco europeu sobre biocombustíveis ignora práticas de sustentabilidade implementadas em território brasileiro. Ele também criticou o cálculo adotado pela UE que desconsidera o nível de emissões durante o processo produtivo. Segundo o chefe do Executivo brasileiro, a medida cria narrativas falsas de que os combustíveis brasileiros são menos sustentáveis.
“Muitas vezes, há muitas desinformações e documentos técnicos que não condizem com a realidade. E eu disse ao primeiro-ministro [da Alemanha, Friedrich] Merz, e vou repetir aqui na frente dos empresários, qualquer dúvida que tiver com relação ao Brasil, ao biocombustível, à transição energética, a minerais críticos ou terras raras, que não se deixem seduzir pela primeira opinião", afirmou.
Lula repetiu a fala de ontem sobre a importância de combater o discursos de nações que são contra a formalização do acordo do bloco europeu com o Mercosul, que entrará em vigor provisoriamente a partir do dia 1º de maio. O petista afirmou que o tratado é um “instrumento essencial” para melhorar o comércio dos dois grupos e pediu engajamento do setor privado para torná-lo definitivo.
"Precisamos que setores favoráveis falem mais alto que os que opõem, sobretudo na Europa", completou.









