Vídeo: Motta e Alcolumbre esvaziam Congresso em meio a turbulência do caso Master
Câmara e Senado liberaram presença de deputados e senadores e só devem votar projetos de consenso da bancada feminina

Ranier Bragon
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) esvaziaram o Congresso Nacional nesta semana em meio ao acirramento da crise do caso Master.
Câmara e Senado estabeleceram sessões sem obrigatoriedade de presença dos parlamentares em Brasília, com pauta de votações direcionada a temas de consenso da bancada feminina.
Na tarde desta terça (10), por exemplo, dia em que normalmente corredores, gabinetes e plenários das duas Casas ficam cheios, havia pouquíssimos parlamentares.
Tanto na Câmara como no Senado alguns poucos deputados e senadores se revezavam na tribuna para discursar para plenários vazios cobrando investigações do esquema supostamente montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Na Câmara, as únicas movimentações de maior relevo foram uma entrevista coletiva em que oposicionistas falaram sobre mais um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, além da sessão da Comissão de Constituição e Justiça que ouviu o ministro Luiz Marinho (Trabalho e Previdência) sobre o projeto que acaba com a escala 6 por 1.
No Senado, o plenário principal e as comissões permaneceram esvaziados.
Motta é citado nos diálogos extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro como tendo participado de reuniões com o banqueiro, algumas inclusive que teriam se estendido pela madrugada.
Ele não quis se manifestar sobre essas citações.
Já Alcolumbre tem resistido a todas as pressões para instalar uma CPMI do caso Master.
Câmara e Senado prometem voltar às sessões deliberativas presenciais na próxima semana. Após isso, serão mais duas semanas de liberação para que, oficialmente, parlamentares concluam as negociações da chamada "janela partidária", período que em todo o ano eleitoral libera a mudança de partido sem risco de perda do mandato.
O SBT News procurou as assessorias da Câmara e do Senado, mas não houve resposta.









