Política

Servidores e professores de universidades federais fazem novo protesto em Brasília

Sindicatos pressionam, e governo marca reunião para resolver impasses nesta sexta (19); categorias pedem reajuste e melhoria nas condições de carreira

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Raphael Felice
18/04/2024, 15:09 • Atualizado em 18/04/2024, 17:40
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Servidores e professores de universidades federais fazem novo protesto em Brasília

Professores universitários e servidores públicos federais realizaram, nesta quinta-feira (18), um protesto nas proximidades do Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). Eles também realizaram uma marcha na Esplanada dos Ministérios, nessa quarta-feira (17), além de mobilizações em frente ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI).

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Em apoio aos servidores, responsáveis por iniciar a greve, 51 universidades e 79 institutos federais (IFs) seguem em greve. Nos IFs, pelo menos 470 dos 587 campi estão sem aulas desde o início de abril, e as paralisações chegaram no 15º dia. Os trabalhadores reivindicam uma série de melhorias nas condições de trabalho:

  • Recomposição salarial;
  • Recomposição do orçamento das instituições;
  • Recomposição do orçamento;
  • Reestruturação da carreira;
  • Exoneração de interventores;
  • Revogação de instruções normativas aprovadas nos governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Os manifestantes da "Marcha Brasília" iniciaram os protestos por volta das 7h. O grupo é integrado pela Jornada de Lutas, organizada pelo Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos (Fonasefe).

Entidades como Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições e Ensino Superior (Andes-SN), Fasubra Sindical e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) participaram dos atos.

Após liberar emendas para o Congresso e mudar a meta fiscal nesta semana, o governo federal vai se reunir, nesta sexta (19), com representantes da categoria para chegar a uma conclusão, segundo confirmaram fontes do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e do Andes.

A folga no Orçamento por conta da mudança da meta, como aceno ao Legislativo, fez crescer a pressão de movimentos dos servidores.

"Só a pressão tira o governo da inércia. Com o crescimento da Greve Nacional Docente – que fortalece ainda mais a Greve Nacional da Educação –, o MGI sentiu mais uma vez o peso das mobilizações e marcou para a sexta-feira (19) a quarta rodada da Mesa Específica e Temporária da Carreira", disse o sindicato, em nota.

A maioria absoluta dos manifestantes presentes nas marchas na Esplanada e nos arredores do Palácio da Alvorada são eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, até o momento, revelam frustração com a postura do governo com relação aos reajustes a servidores públicos federais.

Gustavo Seferian, presidente do Andes, deu recado ao governo durante os protestos: "Não aceitaremos reajuste zero. Continuaremos lutando pelos nossos direitos. Não só das instituições de educação, mas do conjunto do serviço público [...] nossa jornada de luta está apenas começando", disse.

Em nota, o Ministério da Gestão afirmou que a reestruturação da área da Educação é um "compromisso prioritário" da pasta. Veja a nota na íntegra:

"A reestruturação de carreiras na área de Educação é um compromisso prioritário do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Na sexta-feira (19/5) o governo apresentará uma proposta convergente com o relatório do Grupo de Trabalho formado por representantes dos Ministérios da Educação e da Gestão, das universidades e instituições de ensino, além de entidades sindicais representantes dos servidores do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). O Ministério da Gestão segue aberto ao diálogo com os servidores, mas não comenta processos de negociação em curso dentro das Mesas Específicas e Temporárias".

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