Política

Rompida com vice, governadora petista desiste de concorrer ao Senado para evitar eleição-tampão

Fátima Bezerra teve conversa decisiva com o presidente Lula e não disputará as eleições deste ano

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Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) | Reprodução governo do RN

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), desistiu de concorrer ao Senado e ficará no cargo até o final do ano. Apesar de ter afirmado sucessivas vezes que não abriria mão da disputa, a petista recuou após uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hofmann, nesta segunda-feira (17).

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Bezerra está rompida com o vice-governador Walter Alves (MDB) e foi avisada que o antigo aliado não assumiria o posto, caso ela se afastasse para participar das eleições deste ano. A "renúncia dupla" levaria a uma eleição suplementar no Estado, e a base frágil do PT na Assembleia potiguar poderia alçar a oposição ao poder durante as eleições gerais de outubro.

Segundo fontes, Lula afirmou a Fátima Bezerra que, nesse cenário hostil, o melhor seria ficar no cargo até o final do ano, apoiando outra candidatura ao Senado e garantindo o poder da máquina para eleger o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), ao governo. Sem espaço, a petista cedeu e não vai disputar um novo cargo eletivo.

Nas fileiras do PT, a deputada federal Natália Bonavides, que foi candidata a prefeita de Natal há dois anos, já é cotada para assumir a candidatura do partido ao Senado. Ex-senadora, Fátima Bezerra vinha dizendo em entrevistas que tentaria retornar ao Congresso porque uma das metas do PT é evitar a formação de uma maioria bolsonarista no Senado.

De acordo com uma liderança petista, a governadora - que ficará sem mandato a partir de janeiro - poderia ser acolhida na Esplanada dos Ministérios se Lula for reeleito. Esse mesmo interlocutor lembra que em 2022 o então governador da Bahia, Rui Costa, atendeu ao pedido do presidente para ficar no cargo e não disputar as eleições, e virou ministro da Casa Civil no ano seguinte.

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