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Reeleição: Flávio diz que PEC impediria candidatura do pai

Candidato do PL afirma que proposta para acabar com a reeleição também impediria familiares de disputar a Presidência caso ele seja eleito

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O candidato à Presidência do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, também ficaria impedido de disputar a Presidência em 2030 caso a proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria, que prevê o fim da reeleição presidencial, seja aprovada nos termos defendidos por ele.

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A declaração foi dada durante o anúncio de apoio recebido pelo Podemos para o segundo turno. Na ocasião, o senador voltou a defender o fim da possibilidade de reeleição para presidente da República. Segundo Flávio, a proposta também alcançaria parentes de até terceiro grau.

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“Então não é só eu, é o meu pai, inclusive, já que houve uma fala aí também desencaixada de que o Bolsonaro poderia ser candidato em 2030. Se eu for presidente da República a partir de 2027, em 2030, nenhum parente meu poderá ser candidato”, afirmou.

Flávio disse que pretende usar o capital político de uma eventual vitória nas eleições para conseguir a aprovação da PEC no Congresso Nacional. Segundo ele, a intenção é que as novas regras já sejam aplicadas ao mandato presidencial iniciado em 2027.

“É muito mais que um compromisso. Eu assinei a PEC, eu sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem também para conseguir aprovar isso no Congresso, para que sirva para mim já, no meu mandato”, declarou.

O candidato afirmou ainda que a duração do mandato presidencial e a eventual extensão das mudanças aos cargos de governador e prefeito dependerão das discussões no Legislativo.

“Se vai ser quatro ou cinco anos, se vai valer para governador, prefeito, aí o processo legislativo é que vai dizer”, disse.

Críticas a Lula

Durante a declaração, Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, e associou os gastos do governo federal à tentativa de reeleição do petista.

O senador afirmou, sem apresentar provas, que Lula teria gasto R$ 350 bilhões nos últimos dias para tentar se reeleger e responsabilizou essa suposta despesa pelo aumento dos preços.

“Essa é a consequência do Lula, que aloprou, chutou o balde, gastou o que não tinha para tentar se reeleger”, afirmou.

Flávio disse que o fim da reeleição permitiria ao presidente concentrar os esforços na administração do país, sem a preocupação de disputar um segundo mandato.

“Eu não estou disputando poder. Estou disputando o futuro do Brasil”, declarou.

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