Presidente do Sindnapi chega à CPMI do INSS com habeas corpus para não responder perguntas
Presidente da comissão, senador Carlos Viana critica "blindagem" de aliados do governo e diz que novas operações estão em andamento
Gabriela Tunes
Presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho | Reprodução
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus ao presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, liberando-o de responder perguntas durante depoimento à comissão.
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"Ele tem muito o que responder ao povo brasileiro. Respeito a decisão, mas é estranho mais uma vez. Estamos vendo um movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo e aos sindicatos, que estão usando da legislação para não dar explicações aos brasileiros", afirmou Viana.
Segundo o senador, o depoente está à frente de um sindicato que movimentou mais de R$ 1 bilhão e tem relação direta com as investigações sobre descontos associativos fraudulentos em benefícios previdenciários.
Viana informou ainda que a CPMI trocou informações com o ministro do STF André Mendonça e que há pelo menos 20 nomes mapeados para novas prisões. "As investigações estão andando bem e haverá novas operações", adiantou.
O Sindnapi, que tem como vice-presidente um irmão do presidente Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é um dos alvos da comissão por suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas.
Presidente do Sindnapi chega à CPMI do INSS com habeas corpus para não responder perguntasPresidente da comissão, senador Carlos Viana critica "blindagem" de aliados do governo e diz que novas operações estão em andamentoPolítica2025-10-09T13:15:43.828ZO presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus ao presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, liberando-o de responder perguntas durante depoimento à comissão. "Ele tem muito o que responder ao povo brasileiro. Respeito a decisão, mas é estranho mais uma vez. Estamos vendo um movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo e aos sindicatos, que estão usando da legislação para não dar explicações aos brasileiros", afirmou Viana. Segundo o senador, o depoente está à frente de um sindicato que movimentou mais de R$ 1 bilhão e tem relação direta com as investigações sobre descontos associativos fraudulentos em benefícios previdenciários. Viana informou ainda que a CPMI trocou informações com o ministro do STF André Mendonça e que há pelo menos 20 nomes mapeados para novas prisões. "As investigações estão andando bem e haverá novas operações", adiantou. O Sindnapi, que tem como vice-presidente um irmão do presidente Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é um dos alvos da comissão por suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/presidente-do-sindnapi-chega-a-cpmi-do-inss-com-habeas-corpus-para-nao-responder-perguntas