Política

Presidente do Sindnapi chega à CPMI do INSS com habeas corpus para não responder perguntas

Presidente da comissão, senador Carlos Viana critica "blindagem" de aliados do governo e diz que novas operações estão em andamento

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Gabriela Tunes
09/10/2025, 13:15 • Atualizado em 09/10/2025, 13:17
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Presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho | Reprodução

Presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho | Reprodução

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus ao presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, liberando-o de responder perguntas durante depoimento à comissão.

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"Ele tem muito o que responder ao povo brasileiro. Respeito a decisão, mas é estranho mais uma vez. Estamos vendo um movimento de blindagem de pessoas próximas ao governo e aos sindicatos, que estão usando da legislação para não dar explicações aos brasileiros", afirmou Viana.

Segundo o senador, o depoente está à frente de um sindicato que movimentou mais de R$ 1 bilhão e tem relação direta com as investigações sobre descontos associativos fraudulentos em benefícios previdenciários.

Viana informou ainda que a CPMI trocou informações com o ministro do STF André Mendonça e que há pelo menos 20 nomes mapeados para novas prisões. "As investigações estão andando bem e haverá novas operações", adiantou.

O Sindnapi, que tem como vice-presidente um irmão do presidente Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é um dos alvos da comissão por suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas.

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