Política

Paes vai recorrer após TSE anular votos de Garotinho no Rio

Ex-prefeito quer usar votos divergentes na decisão por 5 a 2 para forçar 2º turno; decisão de momento da Justiça Eleitoral dá vitória ao adversário Douglas Ruas

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O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) afirmou nesta quinta-feira (8) que vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno das eleições para o governo do Rio.

O julgamento realizado durante a manhã terminou em 5 a 2 para tornar inválidos os 274.411 votos dados em Garotinho, que foi às urnas mesmo estando inelegível. Na prática, a decisão colegiada modifica o cálculo da votação válida e abre caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) já na primeira etapa.

Em nota, a campanha de Paes afirmou que usará como argumento os votos divergentes do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que foi acompanhado pelo ministro Sebastião Reis Júnior, para cobrar o “respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador".

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A tendência, portanto, é que a indefinição no Rio se arraste por mais alguns dias enquanto os recursos não são julgados.

Ruas teve 49,27% no primeiro turno, ou 4.271.199 votos. Já Eduardo Paes alcançou 42,76%, com 3.706.984 votos. Sem o percentual de Garotinho (3,17%), o candidato do PL ultrapassa a barreira dos 50%.

No entanto, o TSE ainda não declarou Ruas eleito, o que só deve acontecer após oficializar a retotalização dos votos válidos.

No resultado proclamado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, houve unanimidade de votos (7 a 0) para rejeitar o pedido de desistência de Garotinho no recurso contra decisão do TRE-RJ e negar a alegação de cerceamento de defesa. O placar de 5 a 2 ficou estabelecido para declarar a nulidade de votos obtidos por Garotinho.

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