‘Não estamos em crise com Argentina’, minimiza Celso Amorim
Assessor da Presidência diz ao SBT News que declarações de Milei foram 'descabidas', mas não têm apoio da 'maioria esclarecida' da Argentina
Iander Porcella
Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais | Divulgação/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, minimizou o atrito diplomático do Brasil com a Argentina, após ataques de Javier Milei ao presidente Lula (PT) durante a convenção partidária do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto.
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Em conversa com a Coluna, Amorim considerou que as declarações do argentino foram “descabidas”, mas ponderou que a “maioria esclarecida” do país vizinho não concorda com as ofensas a Lula.
O governo tem evitado escalar o conflito, depois de demonstrar descontentamento diplomático por meio da convocação do embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para dar explicações e do retorno do embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, a território nacional para consultas.
“Nós não estamos em crise com a Argentina. As declarações descabidas não têm aprovação da maioria esclarecida do nosso importante e estimado vizinho”, afirmou Amorim.
Ao ser questionado nesta segunda-feira (27) no Planalto sobre as falas de Milei, Lula respondeu de forma irônica. “Quem é esse cara?”, questionou o presidente.
Ministros do governo, contudo, reagiram de forma mais dura. Dario Durigan, da Fazenda, por exemplo, chamou o presidente da Argentina de “palhaço”.
No sábado (25), durante a convenção nacional do PL, Milei se referiu a Lula como “ex-presidiário”, defendeu a candidatura de Flávio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “lixo careca”.
O Itamaraty reagiu, chamou o episódio de “infamante” e classificou as frases de Milei como “impropérios”. “Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, disse, em nota, o Ministério das Relações Exteriores.
Nesta segunda-feira (27), Milei dobrou a aposta e compartilhou uma série de publicações com críticas a Lula nas redes sociais. Nos posts, usuários chamam o presidente brasileiros de “ladrão” e o acusam de ter cometido “corrupção e lavagem de dinheiro”.
O presidente argentino também acusou o Brasil de financiar, juntamente com o México e o Partido Democrata dos EUA, uma campanha “anti-Argentina”.
‘Não estamos em crise com Argentina’, minimiza Celso AmorimAssessor da Presidência diz ao SBT News que declarações de Milei foram 'descabidas', mas não têm apoio da 'maioria esclarecida' da ArgentinaPolítica2026-07-28T21:03:05.992ZO assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, minimizou o atrito diplomático do Brasil com a Argentina, após ataques de Javier Milei ao presidente Lula (PT) durante a convenção partidária do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto. Em conversa com a Coluna, Amorim considerou que as declarações do argentino foram “descabidas”, mas ponderou que a “maioria esclarecida” do país vizinho não concorda com as ofensas a Lula. O governo tem evitado escalar o conflito, depois de demonstrar descontentamento diplomático por meio da convocação do embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para dar explicações e do retorno do embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, a território nacional para consultas. “Nós não estamos em crise com a Argentina. As declarações descabidas não têm aprovação da maioria esclarecida do nosso importante e estimado vizinho”, afirmou Amorim. Ao ser questionado nesta segunda-feira (27) no Planalto sobre as falas de Milei, Lula respondeu de forma irônica. “Quem é esse cara?”, questionou o presidente. Ministros do governo, contudo, reagiram de forma mais dura. Dario Durigan, da Fazenda, por exemplo, chamou o presidente da Argentina de “palhaço”. No sábado (25), durante a convenção nacional do PL, Milei se referiu a Lula como “ex-presidiário”, defendeu a candidatura de Flávio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “lixo careca”. O Itamaraty reagiu, chamou o episódio de “infamante” e classificou as frases de Milei como “impropérios”. “Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, disse, em nota, o Ministério das Relações Exteriores. Nesta segunda-feira (27), Milei dobrou a aposta e compartilhou uma série de publicações com críticas a Lula nas redes sociais. Nos posts, usuários chamam o presidente brasileiros de “ladrão” e o acusam de ter cometido “corrupção e lavagem de dinheiro”. O presidente argentino também acusou o Brasil de financiar, juntamente com o México e o Partido Democrata dos EUA, uma campanha “anti-Argentina”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/nao-estamos-em-crise-com-argentina-minimiza-celso-amorim
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