Política

Lula diz que pretende concluir acordo Mercosul-Coreia do Sul ainda em 2026

Presidente brasileiro discutiu tema com líder sul-coreano durante encontro bilateral em Seul

Imagem da noticia Lula diz que pretende concluir acordo Mercosul-Coreia do Sul ainda em 2026
Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente sul-coreano Lee Jae Myun | Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, na segunda-feira (23), que pretende concluir o acordo Mercosul-Coreia do Sul ainda em 2026. Segundo ele, o presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung está “muito interessado” em avançar com as negociações interrompidas em 2021.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

“Esse acordo estava parado desde 2021, e eu fiz lembrar a ele que era muito importante, nesse instante em que se discute a volta do unilateralismo, a gente voltar a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado e eu acho que, se tudo der certo, a gente pode concluir esse acordo ainda neste ano”, disse Lula.

O acordo Mercosul-Coreia do Sul começou a ser discutido em 2018. O entendimento busca reduzir tarifas comerciais entre os países e agilizar processos de fiscalização e controle de mercadorias, facilitando a troca comercial. O processo ainda está em fase de negociações, precisando, inclusive, ser votado no Congresso dos países. Para agilizar, Lula declarou que organizará comissões para debater o tema.

O descongelamento das negociações ocorreu durante visita de Lula a Seul — a primeira desde 2005. Na capital sul-coreana, o presidente brasileiro assinou 10 memorandos de entendimento com o país, abrangendo política comercial e industrial, agropecuária e economia digital, incluindo Inteligência Artificial (IA). Os memorandos são o primeiro passo para futuros acordos formais de negócios.

Durante o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, Lula ainda destacou o potencial brasileiro de reservas de terras raras e minerais críticos, dizendo que esperava atrair investimento de empresas sul-coreanas.

"A Coreia é o segundo maior produtor mundial de semicondutores e detém parcela significativa do mercado de baterias. O Brasil possui minerais críticos que são insumos essenciais para as cadeias de produção de eletrônicos e veículos elétricos. O papel de meros exportadores de matérias-primas não condiz com nosso potencial. Buscamos parcerias que nos permitam agregar valor e produzir tecnologia de ponta em solo brasileiro”, disse o presidente.

Últimas Notícias