Política

Lewandowski diz que governador do Rio não pediu apoio para operação: “Nenhum pedido foi negado”

Ministro da Justiça lamenta mortes de policiais e civis; afirma estar à disposição das autoridades fluminenses para qualquer auxílio

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Jessica Cardoso
28/10/2025, 20:37 • Atualizado em 28/10/2025, 20:39
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Nelson Jr./SCO/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Nelson Jr./SCO/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta terça-feira (28) que o governo federal nunca negou nenhum pedido de ajuda do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Também disse que Castro não solicitou nenhum auxílio para as operações policiais realizadas hoje nos complexos do Alemão e da Penha, que já resultou na morte de ao menos 64 pessoas.

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“O governo federal tem atuado intensamente, seja com investimentos na área da segurança pública, com fornecimento de armas, equipamentos, seja na parte prisional, onde temos investindo muitos milhões”, afirmou o ministro a jornalistas.

Lewandowski recordou também que, no início do ano, o governador solicitou ao ministério a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima, “Foi atendido. Nenhum pedido foi negado”, disse.

Ao ser questionado sobre um eventual pedido de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Lewandowski afirmou que esse tipo de medida “é uma operação complexa, […] que estabelece regras bastante rígidas para que essa operação de garantia da lei e da ordem aconteça”.

Ele explicou que uma das pré-condições é o reconhecimento, pelos governadores, “da falência dos órgãos de segurança nacional e a transferência das operações de segurança para o governo federal, mais especificamente para as Forças Armadas”.

O ministro também lamentou as mortes de policiais e civis registradas na megaoperação e disse estar à disposição das autoridades fluminenses para qualquer auxílio necessário.

“Queria enfatizar que o combate à criminalidade, seja ela comum, seja organizada, se faz com planejamento, inteligência, coordenação das forças”, afirmou.

Lewandowski também comentou a proposta de emenda à Constituição apresentada pelo Executivo para reestruturar a segurança pública. Segundo ele, “o governo federal cumpriu com o seu dever” ao propor uma solução “sistêmica, holística e estruturante” para o setor.

“Propusemos ao Congresso Nacional uma PEC da Segurança Pública que visa exatamente a coordenação das forças federais com as forças estaduais e também com as forças municipais. O compartilhamento de inteligência, ações coordenadas, planejadas antecipadamente, é isso que estamos precisando [...] Isso está sendo debatido na Câmara dos Deputados. É claro que essa PEC pode ser melhorada e deverá ser melhorada pelos deputados”, disse.

Pautas de segurança na Câmara

Em publicação no X (ex-Twitter) sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa está comprometida em avançar nas pautas de segurança pública.

“Sob minha presidência, a Câmara aprovou quase 30 matérias na área, a exemplo do aumento da repressão contra organizações criminosas, criminalização do domínio de cidades e proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado”, afirmou.

Motta também afirmou acompanhar “com atenção a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro”.

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