Política

Governo Lula lança grupo de trabalho para lidar com conflitos de moradia

Iniciativa interministerial terá prazo de 90 dias para apresentar política pública comum para evitar medidas como despejos violentos

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Adriano Sarmento/SGPR

O governo do presidente Lula (PT) instituiu nesta quarta-feira (28) um grupo de trabalho interministerial para elaborar uma política unificada voltada a lidar com conflitos fundiários e evitar despejos violentos no país. A iniciativa foi apresentada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e pela ministra da Gestão, Esther Dweck, em coletiva no Palácio do Planalto.

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O grupo de trabalho será composto pelos ministérios da Justiça, Cidades, Gestão e Secretaria-Geral e terá prazo de 90 dias para apresentar um relatório da proposta de política pública.

“Já existe um trabalho nesses quatro ministérios que lida com situações de despejo. O que nós queremos é coordenar, integrar e potencializar esse trabalho para que seja mais efetivo", afirmou Boulos.

Também estiveram presentes na cerimônia lideranças de movimentos sociais responsáveis pela Campanha Despejo Zero, criada em 2021 para pressionar o governo a atuar em conflitos de moradia urbana em prol da população de baixa renda.

A ministra Esther Dweck afirmou que o grupo será coordenado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que ganhou centralidade nas disputas fundiárias no governo Lula 3.

Dweck explicou que o SPU mapeou terrenos da União, como terrenos vazios ou prédios desocupados, passíveis de serem regularizados ou disponibilizados para moradia popular por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades.

“Esse grupo vai institucionalizar o que já estava sendo feito e ver o que falta para ver o que a gente pode trabalhar junto e evitar esses conflitos fundiários”, afirmou a ministra.

Trabalho por aplicativo

O ministro Boulos também disse esperar receber o relatório final do grupo de trabalho focado na regulamentação dos motoristas e entregadores de aplicativo na sexta-feira (30).

O grupo trata sobre um piso salário mínimo para a categoria, contribuição previdenciária e transparência algorítmica. Desde o início do governo, há um impasse entre as propostas apresentadas e a vontade dos trabalhadores de aplicativo.

Uma das missões de Boulos na Secretaria-Geral, cargo que assumiu em outubro, é encontrar uma solução para incluir esse grupo na Previdência e assegurar direitos trabalhistas mínimos.

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