Política

Exclusivo: relator da CPI do Crime Organizado diz que comissão deve abranger caso Banco Master

Senador Alessandro Vieira afirma ao SBT News que foco deve ser ampliado para abarcar controvérsias envolvendo o banco

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou em entrevista exclusiva ao Central de Notícias, programa do SBT News, que a comissão pretende incluir o caso do Banco Master no escopo de sua investigação.

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Vieira declarou que a CPI trabalha para ampliar a investigação, de modo a abarcar elementos relacionados ao Banco Master e eventuais vínculos, contratos ou movimentações que possam ser relevantes para a apuração.

O senador disse também que a comissão deve propor requerimentos de quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de empresas e pessoas ligadas a fatos que envolvem o banco e contratos associados, como parte das medidas de aprofundamento das investigações.

Vieira ressaltou que a intenção de estender o escopo da CPI não exclui outras frentes de apuração conduzidas por órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), mas destacou a competência do Senado na fase legislativa da investigação.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito tem foco no crime organizado. A atuação do grupo que comandou o Banco Master é uma atuação típica de crime organizado, com estruturação, continuidade e infiltração no poder público. Então, a CPI tem, sim, aptidão para essa ação”, disse o senador.

Histórico e contexto

A CPI do Crime Organizado foi instalada pelo Senado para investigar crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação territorial e atuação de facções criminosas em diversos estados. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) preside a comissão, e Alessandro Vieira foi eleito relator responsável pela formulação de pareceres e pelo direcionamento dos trabalhos do colegiado.

O caso do Banco Master envolve investigações relacionadas a contratos e movimentações financeiras que têm atraído apuração de autoridades e tem sido objeto de pedidos de quebra de sigilos e análise de possíveis vínculos com agentes públicos.

Próximos passos

Com o fim do recesso parlamentar, a expectativa é que a CPI apresente formalmente os requerimentos de quebra de sigilos e debata a inclusão efetiva do caso Banco Master no plano de trabalho da comissão.

O senador também indicou que a CPI pode convocar testemunhas e solicitar documentos para aprofundar a análise dos fatos relacionados ao banco, seguindo o rito previsto para as comissões de inquérito no Senado.

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