Estados ainda divergem sobre proposta de subsídio ao diesel importado feita por governo Lula
Após reuniões, estados ainda não chegam em acordo sobre a divisão de custos com a União do subsídio para reduzir impacto da alta do combustível

Simone Queiroz
Dez horas de discussão, em dois dias de reuniões, e ficou claro: os estados ainda estão rachados quanto à adesão à proposta do governo federal de subsidiar o preço do diesel importado.
Segundo a proposta, União e cada estado, igualmente, dividiram o custo de R$ 1,25 para cada litro que entra no país. Com isso, reduziriam o impacto da alta do preço do petróleo no mercado internacional.
"Então nós tivemos um conjunto grande, significativo de estados que sinalizaram, após esse esclarecimento, a concordância e a sinalização definitiva de que vão participar dessa cooperação e vão contribuir com esse esforço adicional", afirmou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Ceron e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, foram a São Paulo com a missão de convencer os secretários estaduais da Fazenda a dividia a conta da subvenção ao combustível.
A União já zerou o PIS e a Cofins do diesel e também se comprometeu com uma primeira subvenção R$0,32 para cada litro importado.
Os secretários não revelaram quantos e quais estados já aceitaram pagar para que o diesel não chegue mais caro na bomba. O secretário de Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita agora não bateu o martelo, mas deu fortes indicações de que São Paulo está entre os que ainda vão decidir no final de semana.
O secretário Rogério Ceron disse que agora tem dados suficientes para que o governador Tarcísio de Freitas tome a decisão.
"Os orçamentos são todos amarrados, têm limitações, compromissos. A gente precisa pensar bem, fazer a conta para mostrar. Existem limitações, e é importante que a gente entenda essas limitações e consiga levar para a consideração dos governadores, mas eu julgo que houve avanços", afirmou.
O representante do Ministério da Fazenda informou ainda que o governo federal publicará uma medida provisória até terça-feira, comprometendo-se com a nova subvenção, independentemente dos estados que aderirem ao plano.









