Política

Em conversa com senadores, Fachin é cobrado sobre Toffoli na relatoria do Master e diz não abrir mão da transparência

Parlamentares também se encontraram com a PF, que designou um técnico para ajudar os trabalhos da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

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Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo e do CNJ | Divulgação/Gustavo Moreno/STF

Cobrado pela conduta do ministro Dias Toffoli no caso Master, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou a senadores em reunião, nesta quarta-feira (11), que a transparência é fundamental para que as instituições tenham credibilidade.

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A postura foi enfática e chegou a surpreender políticos que estavam na reunião. Segundo relatos, Fachin estava sereno e não fez críticas diretas a Toffoli.

O grupo de senadores, que faz parte da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), reclamou do grau de sigilo imposto por Toffoli sobre o caso Master devido à dificuldade para outras instituições investigarem o banco.

Apesar de ter recebido informações da Polícia Federal sobre citações ao ministro em conversas do banqueiro Daniel Vorcaro, na segunda-feira (9), Fachin não entrou no assunto durante a conversa com os senadores.

Para senadores que estiveram com o ministro, após o compromisso com transparência, ficou a sensação de que haverá mudanças na condução do caso.

"É indefensável a permanência de Toffoli nessa investigação", afirmou a senadora Damares Alves ao SBT News. "Vamos protestar contra qualquer tentativa de abafar o caso", reforçou o senador Esperidião Amin.

A comissão também esteve com a Polícia Federal, que apresentou um cronograma de acontecimentos sobre o caso Master.

A PF disponibilizou um delegado para orientar a CAE na apuração dos dados. Na semana passada, após reunião com o grupo, o Banco Central também colocou um técnico à disposição.

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