Política

Deputada pede que PGR apure supostos 'atos conspiratórios' de Eduardo Bolsonaro após tarifaço de Trump

Sâmia Bonfim (PSOL-SP) afirma que filho do ex-presidente antecipou sanções ao Brasil e pode ter atuado em complô com governo dos EUA

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Vicklin Moraes
10/07/2025, 19:53 • Atualizado em 10/07/2025, 19:55
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Deputado Eduardo Bolsonaro e Deputada Sâmia Bonfim | Foto: reprodução

Deputado Eduardo Bolsonaro e Deputada Sâmia Bonfim | Foto: reprodução

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (10) uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de um inquérito para investigar o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A parlamentar acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de envolvimento em atos conspiratórios contra a soberania nacional, em meio ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 50% nas importações de produtos brasileiros.

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Segundo Sâmia, Eduardo teria antecipado a divulgação das sanções comerciais em suas redes, o que configuraria, segundo ela, "clara sinalização de articulação prévia e participação ativa no enredo conspiratório" com interesses estrangeiros. Ela anexa prints de publicações do deputado licenciado.

Publicação de Eduardo Bolsonaro após Trump defender seu pais, Jair Bolsonaro | Foto: reprodução/X
Publicação de Eduardo Bolsonaro após Trump defender seu pais, Jair Bolsonaro | Foto: reprodução/X

A deputada também solicita que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apure eventuais vínculos de Eduardo com autoridades internacionais na promoção de sanções econômicas com motivação política, o que violaria os princípios da soberania brasileira e do processo democrático.

No documento, Sâmia requer ainda que os fatos sejam analisados no contexto do inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga Eduardo Bolsonaro por coação, obstrução de investigações e suposta tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, relacionados à sua estadia nos Estados Unidos após as eleições de 2022.

"As ações de Eduardo Bolsonaro, ao se aliar a interesses estrangeiros com o propósito de pressionar instituições democráticas e enfraquecer a soberania do Estado brasileiro e o pleno funcionamento de suas instituições, notadamente a soberania do sufrágio universal e a independência e livre exercício do Poder Judiciário, criando animosidades geopolíticas e econômicas com o Brasil com repercussão concreta no estabelecimento de uma guerra tarifária em prejuízo da economia e do povo brasileiro, desencadeando um processo de desdobramentos futuros imprevisíveis, violam frontalmente estes dispositivos, sendo, portanto, passíveis de apuração rigorosa e eventual responsabilização penal", afirmou a deputada em documento.

O SBT News solicitou um posicionamento do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para a manifestação.

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