Moraes prorroga inquérito que investiga atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Polícia Federal apura uma suposta articulação para influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro, réu no STF por trama golpista
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Rafael Corrieri
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes prorrogou, nesta terça-feira (8), o inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga Eduardo Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com isso, as investigações continuam por mais 60 dias.
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A PF investiga a atuação do deputado federal licenciado nos EUA contra autoridades brasileiras. Eduardo é suspeito de articular com o governo norte-americano alguma maneira de interferir no julgamento de Bolsonaro, réu no STF por crime de golpe de estado. O pedido de prorrogação partiu da própria PF.
"Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes [...] prorrogo a presente investigação por mais 60 (sessenta) dias", escreveu Moraes.
Entenda
O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que vê indícios de que Jair Bolsonaro teria sido diretamente beneficiado pelas ações do filho nos EUA. Segundo o órgão, o ex-presidente chegou a afirmar que arcaria com os custos da permanência de Eduardo nos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro é suspeito de atuar para influenciar o governo norte-americano, especialmente aliados do presidente Donald Trump, a adotar sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e membros do Ministério Público.
De acordo com a PGR, o deputado vem anunciando publicamente, em entrevistas e redes sociais, que busca junto a autoridades dos EUA medidas punitivas contra integrantes do Judiciário e do MP brasileiro. Recentemente, em entrevista ao SBT, Eduardo afirmou que o governo dos EUA adiou por duas vezes anunciar sanções a Moraes. Entre as sanções mencionadas estariam cancelamento de visto, bloqueio de bens no exterior e restrições financeiras, como a proibição de transações com empresas americanas.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, Eduardo chegou a afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, poderia enfrentar dificuldades até para "fazer uma comprinha no Magazine Luiza", em referência a possíveis bloqueios em cartões de crédito internacionais. Ele também classificou as sanções como uma "pena de morte civil internacional".
Para a PGR, essas declarações têm tom intimidatório e buscam interferir no andamento das investigações que envolvem Jair Bolsonaro. O órgão vê indícios de crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigações sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.
Desde o fim de fevereiro, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos. Em março, ele anunciou licença do mandato parlamentar e passou a criticar publicamente o STF, com ênfase no ministro Moraes, responsável por inquéritos que envolvem o ex-presidente e aliados.
Moraes prorroga inquérito que investiga atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUAPolícia Federal apura uma suposta articulação para influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro, réu no STF por trama golpistaPolítica2025-07-08T19:22:01.132ZO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes prorrogou, nesta terça-feira (8), o inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga Eduardo Bolsonaro (PL), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com isso, as investigações continuam por mais 60 dias. A PF investiga a atuação do deputado federal licenciado nos EUA contra autoridades brasileiras. Eduardo é suspeito de articular com o governo norte-americano alguma maneira de interferir no julgamento de Bolsonaro, réu no STF por crime de golpe de estado. O pedido de prorrogação partiu da própria PF. "Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes [...] prorrogo a presente investigação por mais 60 (sessenta) dias", escreveu Moraes. Entenda O , que vê indícios de que Jair Bolsonaro teria sido diretamente beneficiado pelas ações do filho nos EUA. Segundo o órgão, o ex-presidente chegou a afirmar que arcaria com os custos da permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro é suspeito de atuar para influenciar o governo norte-americano, especialmente aliados do presidente Donald Trump, a adotar sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e membros do Ministério Público. De acordo com a PGR, o deputado vem anunciando publicamente, em entrevistas e redes sociais, que busca junto a autoridades dos EUA medidas punitivas contra integrantes do Judiciário e do MP brasileiro. Recentemente, em entrevista ao SBT, . Entre as sanções mencionadas estariam cancelamento de visto, bloqueio de bens no exterior e restrições financeiras, como a proibição de transações com empresas americanas. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Eduardo chegou a afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, poderia enfrentar dificuldades até para "fazer uma comprinha no Magazine Luiza", em referência a possíveis bloqueios em cartões de crédito internacionais. Ele também classificou as sanções como uma "pena de morte civil internacional". Para a PGR, essas declarações têm tom intimidatório e buscam interferir no andamento das investigações que envolvem Jair Bolsonaro. O órgão vê indícios de crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigações sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito. Desde o fim de fevereiro, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos. Em março, ele anunciou licença do mandato parlamentar e passou a criticar publicamente o STF, com ênfase no ministro Moraes, responsável por inquéritos que envolvem o ex-presidente e aliados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-prorroga-inquerito-que-investiga-atuacao-de-eduardo-bolsonaro-nos-eua
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