Política

Defesa diz que armas de Bolsonaro sempre estiveram regulares

Advogado afirmou que já havia repassado situação antes de operação na residência de Bolsonaro; agentes não encontraram armamentos ou munições sem registro

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Ex-presidente Jair Bolsonaro chega à sua casa em Brasília para cumprir prisão domiciliar após receber alta hospitalar | 27/03/2026/Reuters/Adriano Machado

Ex-presidente Jair Bolsonaro chega à sua casa em Brasília para cumprir prisão domiciliar após receber alta hospitalar | 27/03/2026/Reuters/Adriano Machado

O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse nesta quarta-feira (8) que todas as dez armas registradas em nome de seu cliente sempre estiveram em situação regular.

A residência de Bolsonaro foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF) hoje em operação que não identificou armamentos ou munições sem registro. Os agentes deixaram o local sem recolher materiais.

“Todos estes esclarecimentos já haviam sido prestados por mim antes da diligência de hoje que, ao final, prestou-se a ratificar o quanto dito pela defesa, não havendo, desta forma, nenhuma irregularidade no que toca ao acervo de armas do Presidente", disse Bueno pelas redes sociais.
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Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o motivo pelo qual autorizou as buscas foi para esclarecer a localização de uma espingarda calibre 12, da fabricante Maestro Arms Company. O armamento não foi encontrado no Batalhão de Polícia do Exército, local indicado inicialmente como repositório pelos advogados.

Conforme o advogado, a espingarda foi um presente da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, sediada em Caixas do Sul (RS), e estava com o registro regular, mas nunca chegou a ser coletada.

“A tramitação burocrática para registro da arma foi regularmente feita, somente após o que seria permitido sua retirada, fato que acabou por não ocorrer, de sorte que a peça estava registrada em nome do Presidente sem, contudo, jamais haver ingressado em sua posse", disse o advogado.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária na residência, localizada em um condomínio em Brasília.

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