Decisão sobre bets é eleitoreira, diz entidade de mídia
Abert questiona constitucionalidade da medida e aponta impactos sobre contratos publicitários, ativos financeiros e segurança jurídica
Vicklin Moraes
Bets | Reprodução
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória queproibiu as apostas esportivas no Brasil. A entidade quer que a decisão seja interrompida até deliberação do Congresso Nacional ou o julgamento definitivo das ações que questionam a constitucionalidade da norma.
🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
A associação também solicitou ao ministro Luiz Fux, relator do caso, autorização para ingressar como amicus curiae, na condição de terceiro interessado em contribuir com o julgamento.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Os pedidos foram apresentados em duas manifestações protocoladas na quarta-feira (30).
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Na ação, a Abert apoia os questionamentos apresentados por representantes do setor de apostas, entre eles a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). A entidade sustenta que a medida provoca insegurança jurídica e viola direitos fundamentais.
Um dos principais pontos questionados pela Abert é o artigo 16 da MP, que proíbe ações promocionais relacionadas às apostas e estabelece prazo de 10 dias para a retirada de anúncios e peças publicitárias. Segundo a entidade, o descumprimento pode resultar em sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), além de responsabilização civil e penal.
Para a associação, a proibição afeta contratos em vigor e compromete o planejamento comercial das emissoras. A entidade argumenta que a Constituição Federal exige lei formal para disciplinar ou restringir a publicidade de serviços considerados nocivos. Nesse entendimento, uma medida provisória não poderia estabelecer uma proibição genérica e imediata da publicidade do setor.
Na petição, elaborada pelo escritório Binenbojm & Cyrino Advogados, a Abert também aponta possível desvio de finalidade na decisão do governo. A associação argumenta que o próprio Executivo foi responsável por regulamentar o mercado, encaminhar o projeto ao Congresso, sancionar a Lei nº 14.790/2023 e incluir as apostas na reforma tributária, com previsão de arrecadação pelo Imposto Seletivo e no orçamento até 2030.
A entidade questiona a mudança de postura do governo a nove dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo a Abert, a mudança repentina pode representar uma tentativa de obter apelo popular e comprometer a neutralidade da administração pública e a paridade de armas eleitoral, princípio citado pelo próprio STF no julgamento da ADI 7.212.
A associação também contesta a existência de urgência para a edição da medida provisória. Como argumento, aponta que o Congresso já analisava projetos de lei sobre o tema, entre eles os PLs nº 2.470/2026 e nº 2.985/2023, sob rito acelerado.
"Com efeito, qualquer que tenha sido a razão determinante do ato, é factualmente aferível que a edição de MP (ou seja, ato com efeitos imediatos), sobre matéria de elevada saliência na opinião pública, a nove dias do primeiro turno, repercute de imediato sobre o processo eleitoral em curso", afirmou a Abert.
Abert aponta confisco e quebra de confiança
Outro argumento apresentado pela associação diz respeito à proibição constitucional de medidas provisórias sobre a detenção ou o sequestro de bens e ativos financeiros. Na avaliação da Abert, a norma impôs bloqueios de contas bancárias, retenção de saldos de apostadores e transferência de valores à União sem a necessidade de decisão judicial prévia.
Para a associação, a medida representa quebra da confiança legítima e comportamento contraditório por parte do Estado, conceito jurídico conhecido como venire contra factum proprium.
A Abert sustenta que a MP viola a Constituição “porque determina a detenção, o sequestro e o perdimento de ativos financeiros de operadores e apostadores, matéria que o constituinte derivado subtraiu expressamente do alcance do instrumento”.
Diante do cronograma de implementação da medida, que prevê a retirada de sites e anúncios antes mesmo de o Congresso iniciar a análise da matéria, a Abert solicitou a Luiz Fux uma decisão liminar para suspender imediatamente os efeitos da MP.
A entidade quer que a suspensão seja mantida até o julgamento definitivo das ADIs 7.721, 7.723 e 7.749. Ainda não há data definida para a análise do pedido pelo relator.
Decisão sobre bets é eleitoreira, diz entidade de mídiaAbert questiona constitucionalidade da medida e aponta impactos sobre contratos publicitários, ativos financeiros e segurança jurídicaPolítica2026-10-01T20:07:29.576ZA Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória que . A entidade quer que a decisão seja interrompida até deliberação do Congresso Nacional ou o julgamento definitivo das ações que questionam a constitucionalidade da norma. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A associação também solicitou ao ministro Luiz Fux, relator do caso, autorização para ingressar como amicus curiae, na condição de terceiro interessado em contribuir com o julgamento. Os pedidos foram apresentados em duas manifestações protocoladas na quarta-feira (30). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Na ação, a Abert apoia os questionamentos apresentados por representantes do setor de apostas, entre eles a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). A entidade sustenta que a medida provoca insegurança jurídica e viola direitos fundamentais. Um dos principais pontos questionados pela Abert é o artigo 16 da MP, que proíbe ações promocionais relacionadas às apostas e estabelece prazo de 10 dias para a retirada de anúncios e peças publicitárias. Segundo a entidade, o descumprimento pode resultar em sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), além de responsabilização civil e penal. Para a associação, a proibição afeta contratos em vigor e compromete o planejamento comercial das emissoras. A entidade argumenta que a Constituição Federal exige lei formal para disciplinar ou restringir a publicidade de serviços considerados nocivos. Nesse entendimento, uma medida provisória não poderia estabelecer uma proibição genérica e imediata da publicidade do setor. Na petição, elaborada pelo escritório Binenbojm & Cyrino Advogados, a Abert também aponta possível desvio de finalidade na decisão do governo. A associação argumenta que o próprio Executivo foi responsável por regulamentar o mercado, encaminhar o projeto ao Congresso, sancionar a Lei nº 14.790/2023 e incluir as apostas na reforma tributária, com previsão de arrecadação pelo Imposto Seletivo e no orçamento até 2030. A entidade questiona a mudança de postura do governo a nove dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo a Abert, a mudança repentina pode representar uma tentativa de obter apelo popular e comprometer a neutralidade da administração pública e a paridade de armas eleitoral, princípio citado pelo próprio STF no julgamento da ADI 7.212. A associação também contesta a existência de urgência para a edição da medida provisória. Como argumento, aponta que o Congresso já analisava projetos de lei sobre o tema, entre eles os PLs nº 2.470/2026 e nº 2.985/2023, sob rito acelerado. "Com efeito, qualquer que tenha sido a razão determinante do ato, é factualmente aferível que a edição de MP (ou seja, ato com efeitos imediatos), sobre matéria de elevada saliência na opinião pública, a nove dias do primeiro turno, repercute de imediato sobre o processo eleitoral em curso", afirmou a Abert. Abert aponta confisco e quebra de confiança Outro argumento apresentado pela associação diz respeito à proibição constitucional de medidas provisórias sobre a detenção ou o sequestro de bens e ativos financeiros. Na avaliação da Abert, a norma impôs bloqueios de contas bancárias, retenção de saldos de apostadores e transferência de valores à União sem a necessidade de decisão judicial prévia. Para a associação, a medida representa quebra da confiança legítima e comportamento contraditório por parte do Estado, conceito jurídico conhecido como venire contra factum proprium. A Abert sustenta que a MP viola a Constituição “porque determina a detenção, o sequestro e o perdimento de ativos financeiros de operadores e apostadores, matéria que o constituinte derivado subtraiu expressamente do alcance do instrumento”. Diante do cronograma de implementação da medida, que prevê a retirada de sites e anúncios antes mesmo de o Congresso iniciar a análise da matéria, a Abert solicitou a Luiz Fux uma decisão liminar para suspender imediatamente os efeitos da MP. A entidade quer que a suspensão seja mantida até o julgamento definitivo das ADIs 7.721, 7.723 e 7.749. Ainda não há data definida para a análise do pedido pelo relator.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/decisao-sobre-bets-e-eleitoreira-diz-entidade-de-midia
Apesar de histórico de distanciamento do templo de Nossa Senhora, Lula tem utilizado polêmica sobre a santa contra adversário Flavio Bolsonaro na atual eleição
Pedido à PF e à PGR se baseia em reportagem do The Guardian sobre possível repasse de US$ 1 mi dos EUA a programa ligado a ações contra instituições brasileiras