Política

Comissão do Senado aprova marco legal dos seguros; entenda

Projeto estabelece em 30 dias o prazo para pagamento de sinistros pela seguradora; ele ainda será analisado pelo plenário da Casa

G
Guilherme Resck
O PL retornará à Câmara dos Deputados se for aprovado pelo plenário do Senado como saiu da comissão | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O PL retornará à Câmara dos Deputados se for aprovado pelo plenário do Senado como saiu da comissão | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (18), um Projeto de Lei (PL) que cria o novo marco legal dos seguros. A aprovação ocorreu na forma de um substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com emendas, como propôs o relator na CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA). O projeto segue agora para análise do plenário da Casa.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O marco legal consolida várias normas referentes ao setor de seguros. O texto modifica dispositivos do Código Civil para regular o mercado de seguros privados e compreende todas as negociações sobre consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores.

De acordo com o projeto, o segurado precisará informar à seguradora qualquer mudança de relevante agravamento de risco, e a empresa terá prazo de 20 dias para adequar o contrato, que não poderá possuir cláusula de extinção unilateral pela seguradora.

O texto prevê ainda a elaboração de um questionário para analisar os riscos no momento da contratação do seguro. O questionário vai servir de base para uma eventual perda da indenização pelo cliente em caso de agravamento de risco.

Atualmente, o prazo para aceitação ou recusa de uma proposta de seguro pela seguradora é de 15 dias. O projeto altera esse período para 25 dias.

Além disso, proíbe o recebimento antecipado de prêmios de seguro, estabelece em 30 dias o prazo para pagamento de sinistros pela seguradora e muda o prazo prescricional, que é o período no qual o cliente pode entrar na Justiça contra a empresa. Hoje, ele conta a partir da data do sinistro. Pelo projeto, conta a partir da data da negativa feita pela seguradora.

Em seu relatório sobre o projeto, Otto Alencar ressalta que, de acordo com dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), o Brasil esteve "apenas" na 18ª posição global no mercado de seguros.

"De acordo com a listagem das dimensões econômicas de um país com base em seu produto interno bruto (PIB) fornecida pelo Fundo Monetário Internacional, isso equivaleria a ter no Brasil uma atividade econômica de seguro condizente com um país de metade do PIB brasileiro".

Esses dados, diz o senador, "mostram o quanto a atividade securitária ainda pode se expandir no Brasil, gerando oportunidades para os empresários da linha de frente do mercado, aumentando o PIB brasileiro e, principalmente, absorvendo os riscos econômicos e os riscos da vida aos quais os brasileiros estão sujeitos".

Em suas palavras, "a existência de um adequado marco legal é condição sine qua non [essencial] para que esse objetivo possa ser atingido".

Para Otto Alencar, "as Casas Legislativas detêm um papel fundamental, que é o de modernizar a legislação que rege o contrato de seguro". Ele pontua que, atualmente, o contrato de seguro é regido principalmente pelo Código Civil, e o Projeto de Lei, na forma do substitutivo, "revoga esses dispositivos e aprimora institutos importantes desse contrato, conferindo mais equilíbrio para esta relação obrigacional".

A CAE aprovou hoje também a apresentação de um requerimento de urgência para o Projeto de Lei. O PL retornará à Câmara dos Deputados se for aprovado pelo plenário do Senado como saiu da comissão.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Caso Tupac: Julgamento começa 30 anos após o crime

Caso Tupac: Julgamento começa 30 anos após o crime

Imagem da notícia: Terremoto na Colômbia causa danos em pelo menos 7 aeroportos

Terremoto na Colômbia causa danos em pelo menos 7 aeroportos

Imagem da notícia: Van Hattem defende maioria no Senado para impeachment do STF

Van Hattem defende maioria no Senado para impeachment do STF

Imagem da notícia: Embraer entrega 65 aviões e tem receita recorde no trimestre

Embraer entrega 65 aviões e tem receita recorde no trimestre

Imagem da notícia: Caso Tupac: Julgamento começa 30 anos após o crime

Caso Tupac: Julgamento começa 30 anos após o crime

Imagem da notícia: Terremoto na Colômbia causa danos em pelo menos 7 aeroportos

Terremoto na Colômbia causa danos em pelo menos 7 aeroportos

Imagem da notícia: Van Hattem defende maioria no Senado para impeachment do STF

Van Hattem defende maioria no Senado para impeachment do STF

Imagem da notícia: Embraer entrega 65 aviões e tem receita recorde no trimestre

Embraer entrega 65 aviões e tem receita recorde no trimestre

Últimas notícias

Ex-marido de Maria da Penha tem prisão preventiva mantida

Marco Antônio Heredia Viveros, 80 anos, foi preso no domingo (9) por descumprir medidas cautelares

Recorde de 230 migrantes cruza o Canal da Mancha

Embarcação inflável partiu da costa nordeste da França e chegou ao Reino Unido; entre os passageiros estavam mais de 20 crianças

Trump diz que exige compensação por pessoas que Irã matou

Presidente dos Estados Unidos demonstra irritação com o governo de Teerã, que quer receber indenização para reabrir Ormuz

Adesão a mecanismos contra o suborno cresce 1.200% no Brasil

Certificações da norma ISO 37001 foram puxadas sobretudo pelos setores de engenharia civil, infraestrutura e petróleo e gás, segundo o ISO Survey Report

Meio/Ideia: Tarcísio tem 51% e Haddad 34% no 1º turno em SP

Segundo a pesquisa, atual governador seria reeleito sem necessidade de 2º turno no maior estado do país; Tebet e Marina lideram para o Senado

Terremoto na Colômbia não tem ligação com Venezuela

Abalos recentes na Colômbia, Peru e Venezuela são "triste coincidência", diz sismólogo da USP