Cláudio Castro deixa governo do Rio em abril
A aliados, governador diz que ficará até o prazo legal enquanto articula um sucessor para o mandato-tampão

Cadu Guarieiro
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deixará o governo do estado no dia 4 de abril, data-limite do prazo de desincompatibilização, para concorrer a uma vaga ao Senado. A decisão foi comunicada a aliados.
Para disputar o mandato-tampão, o governador defende que o candidato seja Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil. A ideia, no entanto, ainda não é bem recebida por parte do grupo político ao qual Castro pertence, que avalia outros nomes para a disputa.
A saída do cargo apenas na data-limite não era a primeira intenção do governador. Inicialmente, Castro havia articulado com o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), a sucessão no Palácio Guanabara. Segundo fontes do governo, o chefe do Executivo fluminense planejava deixar o cargo logo após o Carnaval.
Em dezembro de 2025, Rodrigo Bacellar chegou a ser preso, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusado de vazar informações de uma operação da Polícia Federal. Ele foi afastado da presidência da Alerj, mas manteve o mandato.
Segundo interlocutores, Castro e Bacellar dois teriam se desentendido, e o governador chegou a abrir mão da candidatura ao Senado. No entanto, com o aumento de sua popularidade após a megaoperação no Complexo da Penha, realizada em outubro do ano passado e que resultou em 121 mortes, o governador decidiu retomar o plano de disputar o cargo.







