Caso Master: Damares pede à PGR investigação sobre reuniões entre Lula, Galípolo e Vorcaro
Senadora cita possíveis encontros sigilosos no Planalto e levanta suspeita de omissão em agendas oficiais

Antonio Souza
do SBT Brasília
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou um ofício na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo apuração de encontros entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o documento, reuniões teriam ocorrido sem divulgação pública, em desacordo com regras de transparência.
De acordo com a senadora, reportagens recentes apontam que Lula teria recebido Vorcaro em um compromisso não registrado no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.
O encontro teria sido intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega e pelo chefe do gabinete pessoal da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro.
Damares afirma ainda que novas informações indicam outros encontros sigilosos em dezembro de 2025, período em que o Banco Master enfrentava processos de liquidação conduzidos pelo Banco Central.
No ofício enviado ao procurador-geral Paulo Gonet, a parlamentar sustenta que a ausência de publicidade dessas reuniões viola os princípios da moralidade administrativa e da publicidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal e na Lei de Conflito de Interesses.
Segundo a senadora, há indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria buscado influência junto ao Executivo e ao Banco Central para tratar de questões relacionadas à situação financeira da instituição.
Contratações e possíveis conflitos
A representação também menciona contratações consideradas atípicas envolvendo o Banco Master, incluindo:
- Contrato milionário com a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para atuação na área jurídica;
- Contratação do ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, por valores que ultrapassariam R$ 120 milhões;
- Cconfirmação do senador Jaques Wagner de que indicou Lewandowski ao banco após ser procurado por representantes da instituição.
Damares solicita que a PGR investigue se Lewandowski atuou como consultor do banco enquanto ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.
Entre os pedidos, a senadora requer a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos, além da apuração de eventuais crimes de responsabilidade atribuídos ao presidente da República, ao presidente do Banco Central e ao chefe do gabinete pessoal da Presidência.
A PGR ainda não se manifestou sobre o pedido.









